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SÃO PAULO - Captando a piora de ambiente externo e as novas medidas tomadas pelo governo o dólar registra um ajuste de alta nesta terça-feira, mas as cotações já estão longe das máximas do dia, especialmente no mercado futuro

. Depois de fazer máxima a R$ 1,701, por volta das 15h10, o dólar comercial era negociado a R$ 1,683 na venda, valorização de 1,02% sobre o fechamento de ontem. No mercado futuro, o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), avançava 0,56%, a R$ 1,6865. Mas chegou a R$ 1,704 na máxima do dia. No campo externo, o dólar ganha valor contra seus principais rivais conforme a aversão ao risco aumenta depois de uma alta de juros na China e fracos resultados trimestrais de empresas americanas. Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moeda, subia 1,3%, para a 77,9 pontos. Já o euro perdia 0,98%, negociado na casa de US$ 1,38. O VIX, visto como termômetro do medo do mercado, subia 3,5%, para 19,7 pontos. O índice capta a volatilidade das opções do mercado americano. Nas bolsas, o Dow Jones se desvalorizava 0,91%, e o Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caía 1,57%. De volta ao mercado local, ontem, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre ingressos externos para renda fixa. A alíquota passou de 4% para 6%, depois de ter subido de 2% para 4% no dia 4 de outubro. O governo também elevou a tributação sobre os depósitos de margens de garantia feitos na BM&F. O IOF que era de 0,38% passou a 6%. Com isso, o governo tenta atingir os negócios com derivativos. O IOF na renda fixa nina ainda mais os investimentos de curto prazo, pois a tributação como todo o ganho. Já a medida visando a BM&F é vista como pouco efetiva, já que essas margens podem ser depositadas em títulos públicos, títulos privados e cartas fiança. O que diminui a efetividade da maior tribuutação. No entanto, o que pesa sobre a tomada de decisão é a sensação de que novas medidas podem ser tomadas. Ou seja, o ambiente não é mais tão confortável à venda de dólares. (Eduardo Campos | Valor)

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