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SÃO PAULO - Fatores domésticos e externos explicam a valorização do dólar no pregão desta terça-feira

. Por volta das 13h20, o dólar comercial apresentava valorização de 0,47%, a R$ 1,709 na venda, depois de cair a R$ 1,695. Compras também no mercado futuro, onde o dólar para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), subia 0,67%, a R$ 1,7095. Vale lembrar que esse contrato expira na sexta-feira e o dólar para dezembro passa a ser a referência. Desde ontem, os investidores que atuam no mercado futuro começaram a rolar contratos de um vencimento para outro, ajustando posições antes do vencimento. Há pouco, o dólar para dezembro subia 0,61%, a R$ 1,7195. A formação da taxa de câmbio segue o sinal externo, onde a moeda americana toma fôlego depois que a confiança do consumidor americano subiu mais do que o previsto agora em outubro. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de moedas, subia 0,74%, para 77,67 pontos. Já o euro acentuou baixa e caía 0,87%, para US$ 1,384. Pelo campo doméstico, conforme explica o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, os agentes seguem preocupados com a possibilidade de novas medidas para conter o câmbio mesmo depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negar ontem que estuda a retomar a cobrança de Imposto de Renda (IR) para o estrangeiro que investe em dívida pública. Além dessa não ser uma possibilidade completamente descartada, uma preocupação que ainda ronda as mesas de operação é a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos em bolsa de valores. O calendário eleitoral também impõe maior cautela aos agentes, diz Medeiros, já que a definição do próximo governo pode abrir espaço para medidas mais fortes na área cambial. Há também a incerteza com relação à composições dos ministérios. Olhando para fora, Medeiros aponta que os Estados Unidos seguem demonstrando seu interesse em manter o dólar baixo. Algo que deve ser confirmado e quantificado na próxima semana após a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. É amplamente esperado que o colegiado da autoridade monetária anuncie mais um plano de estímulo à atividade, incluindo a compra de mais alguns bilhões de dólares em títulos. (Eduardo Campos | Valor)

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