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BRASÍLIA - O investidor estrangeiro que ingressar no país com recursos para investir no mercado de ações não poderá usar a mesma operação de câmbio para aplicar em renda fixa

. A resolução 3.912, baixada em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), vedou essa possibilidade, para obrigar o investidor a pagar a tributação devida em ambas as operações. Segundo explicações técnicas do Banco Central (BC), o investidor estrangeiro que entrar com recursos para ações pagará Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), na alíquota de 2%. Ele não poderá migrar os recursos internamente para aplicar em títulos públicos federais, por exemplo. Se quiser ir para renda fixa, esse investidor, primeiro, terá que dar saída nos recursos que aplicou no mercado de renda variável. Depois, ingressa de novo, dessa vez pagando o IOF de 4% para investimentos em renda fixa. A tributação é aplicada no momento em que é feita a operação de câmbio. A medida de hoje tenta evitar que o aplicador estrangeiro escape da tributação mais elevada de IOF. Esta semana, o governo elevou o IOF, de 2% para 4%, de investimentos estrangeiros sobre renda fixa, com o objetivo de reduzir os fortes ingressos de dólares que vêm à procura dos juros elevados do Brasil. (Azelma Rodrigues |Valor)

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