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Além da redução da meta de crescimento chinesa, incertezas com relação à Grécia esfriam mercados norte-americanos

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As bolsas nova-iorquinas mostram pouca energia nesta segunda-feira para enfrentar a agenda pesada desta semana. Um pouco desse mal estar foi trazido pela China, que reduziu sua meta de crescimento de 8% para 7,5% neste ano . Mas há também toda a incerteza com relação à adesão ao acordo dos credores privados com a Grécia e a expectativa com o relatório de empregos nos Estados Unidos entre os destaques dos indicadores da semana. Dow Jones, S&P eNasdaq operam em queda de 0,62%, 0,35% e 0,6% respectivamente.

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Os dados do payroll de fevereiro, que inclui criação de empregos nos setores público e privado, saem na sexta-feira. A expectativa do mercado é de criação de 210 mil vagas no mês passado, levemente abaixo das 243 mil vagas criadas em janeiro, e taxa de desemprego estável em 8,3%. Números bons do mercado de trabalho, juntamente com vários outros indicadores positivos divulgados recentemente, podem melhorar a percepção do Fed sobre a economia americana. O comitê do banco central dos EUA se reúne na próxima semana para discutir a política monetária.

Amanhã é um grande dia nos Estados Unidos para a corrida dos republicanos para ver quem será o candidato que irá disputar o cargo de presidente nestas eleições com Barack Obama. Na chamada "Super Terça", dez Estados terão suas eleições primárias e assembleias partidárias para definir os nomes dos candidatos à presidência. Mitt Romney, Rick Santorum, Ron Paul e Newt Gingrich seguem no páreo, com Romney e Santorum com mais força, sendo que muitos já enxergam Romney como o adversário do atual presidente dos EUA. A disputa se dará nos Estados de Alasca, Geórgia, Idaho, Massachusetts, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Tennessee, Vermont e Virgínia.

Em relação à Grécia, os temores não se dissiparam, uma vez que há notícias, vindas do jornal The Daily Telegraph e da revista alemã Der Spiegel, de que o acordo de troca de dívida fechado na semana passada não terá adesão suficiente dos credores privados. Se isso ocorrer, as cláusulas de ação coletiva (CAC, na sigla em inglês), ou adesão forçada, serão acionadas e isso pode fazer com que os swaps de default de crédito (CDS) sejam disparados e a partir daí fica ainda mais difícil saber qual efeito isso poderia ter nos mercados.

Esta manhã, o euro subia para US$ 1,3226, de US$ 1,3198 no fim da tarde de sexta-feira. O índice do dólar, que pesa a moeda norte-americana ante seis principais rivais, cedia 0,14%, a 79,292.

Na China, o governo reduziu a meta de crescimento, mas disse que isso não significa que a economia toda "se retrairá". Além disso, o presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma do país também garantiu hoje que a inflação será mantida dentro da meta de 4% para este ano, mas, assim como em outros países, alertou para os riscos gerados pela alta do petróleo.

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