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O Banco do Povo da China reiterou sua promessa de aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio do yuan

O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) alertou para as pressões inflacionárias e prometeu manter uma política monetária "prudente" com foco na estabilização dos preços, apesar da turbulência nos mercados globais ameaçar o crescimento do país.

 Em seu relatório trimestral sobre política monetária, o PBOC afirmou que estabilizar os níveis dos preços continuará sendo a principal meta de seus esforços de controle macroeconômico. No entanto, a instituição observou que as bases para a estabilização não estão firmes e "a situação não é otimista". O PBOC, depois de uma semana de forte tensão nos mercados globais, chamou a atenção para o risco de contração nas grandes economias.

 O PBOC reiterou sua promessa de aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio do yuan. A moeda chinesa subiu 6,8% diante do dólar desde junho de 2010, quando a China encerrou a fixação à divisa norte-americana. No fim da tarde em Pequim hoje, o yuan acumulava alta de 0,8% na semana - o maior avanço semanal desde junho do ano passado.

 O banco central também afirmou que o nível de reservas em excesso mantidas pelos bancos comerciais na instituição caiu para 0,8% no fim do trimestre passado, em comparação com 1,5% no trimestre anterior e uma mínima recorde.

 O relatório inclui ainda detalhes sobre as taxas de juros cobradas pelos bancos e revela mais aperto do que o sugerido pelos movimentos das taxas de referência. Dos empréstimos feitos pelos bancos em junho, 61,15% cobraram juros acima da taxa básica, em comparação com 49,20% em janeiro. As informações são da Dow Jones.

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