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Segundo Felipe Larrain, ministro das finanças, crise na Europa afeta preço do cobre, principal commodity de exportação do país

O Chile deve crescer mais de 4% neste ano, num momento em que os problemas da dívida na zona do euro estão afetando os preços das exportações de cobre, disse o ministro das Finanças, Felipe Larrain, na edição de domingo de um jornal local.

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Estimativas de crescimento da maior produtora mundial de cobre são moderadas e o Banco Central cortou inesperadamente na quinta-feira a taxa de juros, pela primeira vez em dois anos e meio, a 5%, citando uma desaceleração econômica na Europa.

"Assumimos que 5% de crescimento torna-se menos provável, mas jogamos para fazer cerca de 4%", disse Larrain ao jornal La Tercera, referindo-se às previsões anteriores de expansão de 5% em 2012.

No mês passado, o Banco Central do Chile reduziu sua previsão de crescimento para 2012 entre 3,75% e 4,75%, em comparação com uma estimativa anterior de crescimento que variava entre 4,25% e 5,25%.

Larrain afirmou que o Chile poderia levantar mais fundos através de uma vindoura reforma fiscal, mas o número exato ainda está em estudo.

"Será uma reforma tributária ampla e abrangente, o sistema tributário chileno, o que inclui atacar os "buracos" - ou a evasão fiscal, reduzir alguns impostos, aumentar a outros, e alguns novos incentivos", disse Larrain.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse no mês passado que as grandes empresas "têm que fazer uma maior contribuição" para alcançar um sistema tributário mais eqüitativo.

O presidente, com baixos níveis de popularidade, teve que lidar com manifestações em massa durante meses que reivindicavam o aumento dos gastos públicos.

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