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Problemas na Grécia, na Espanha e indicadores fracos nos EUA reforçam clima de cautela

Os mercados financeiros sofreram uma piora na tarde desta quarta-feira. As atenções dos investidores continuam voltadas à Grécia , cujos riscos de default estão ainda mais fortes.

Sem um acordo para um novo pacote de ajuda ao país pela União Europeia, com medidas de austeridade fiscal que não se mostram suficientes para controlar o elevado nível de endividamento e em meio aos protestos da população, a situação da economia grega está em cheque.

O quadro internacional ainda é agravado pela desaceleração econômica em curso nos Estados Unidos. Os indicadores mais recentes de atividade, relativos aos setores imobiliário e industrial, adicionam um viés negativo ao dia.

Na cena local, ações de bancos limitam as perdas do Ibovespa, que permanece prejudicado pelo desempenho das "blue chips" ligadas a commodities. Passado o vencimento do contrato futuro do índice, o Ibovespa cedia 0,96%, por volta das 15h15, aos 61.604 pontos. O volume financeiro estava em torno de R$ 3,62 bilhões.

Destaque negativo para as ações Vale PNA (-1,37%, a R$ 42,91), Petrobras PN (-1,27%, a R$ 23,30) e OGX Petróleo ON (-1,92%, a R$ 14,28). As principais baixas ainda pertenciam aos papéis Lojas Americanas PN (-2,82%, a R$ 15,16), Cosan ON (-2,95%, a R$ 23,97) e Rossi ON (-3,18%, a R$ 13,07).

Já as poucas altas partiam de ações como Brasil Foods ON (1,96%, a R$ 24,96), que conseguiu um adiamento do julgamento da compra da Sadia pela Perdigão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa ganhou um prazo maior para negociar uma proposta de venda de ativos como fábricas e marcas em troca da aprovação da transação.

No setor financeiro, contrariando a direção dos pares internacionais, as ações PN do Itaú Unibanco subiam 0,65%, a R$ 35,49, e as units do Santander Brasil avançavam 0,51%, a R$ 17,53.

Em Wall Street, instantes atrás, o índice Dow Jones caía 1,57% e distanciava-se, mais uma vez, dos 12 mil pontos. O S&P 500 ainda perdia 1,70% e o Nasdaq cedia 1,57%. Ainda no ambiente externo, o índice CRB, que mede o desempenho das commodities, recuava 2,07%, aos 339,84 pontos.

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