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Com a decisão do Banco Central (BC) de proibir o uso de carta de fiança como garantia por estrangeiros nas operações com derivativos na Bolsa, os investidores que atualmente se valem do instrumento não poderão mais usá-lo após o prazo de seis meses, afirmou hoje o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, em teleconferência com a imprensa

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Com a decisão do Banco Central (BC) de proibir o uso de carta de fiança como garantia por estrangeiros nas operações com derivativos na Bolsa, os investidores que atualmente se valem do instrumento não poderão mais usá-lo após o prazo de seis meses, afirmou hoje o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, em teleconferência com a imprensa. Atualmente, o estoque de cartas de fiança depositadas por estrangeiros na Bolsa representa R$ 1,5 bilhão, ou 1,7% dos depósitos de R$ 85 bilhões, segundo o diretor executivo Financeiro e de Relações com Investidores da BM&FBovespa, Eduardo Guardia.

Na avaliação do executivo, as resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) fecham definitivamente qualquer brecha que poderia ser usada por investidores estrangeiros para evitar o aumento do tributo. Em teleconferência com analistas na terça-feira, o executivo havia afirmado que, no entendimento da Bolsa, não haveria incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o uso da carta, tornando-se, desta forma, uma alternativa para os estrangeiros. "Quero deixar claro que em momento algum sugeri o uso da carta como alternativa para burlar o decreto", ressaltou Guardia hoje.

Transparência

A respeito do evento de terça-feira, promovido pelo banco Goldman Sachs, o presidente da BM&FBovespa negou que a participação da imprensa tenha sido proibida. A informação, contudo, diverge da prestada pela assessoria de imprensa da Bolsa, que informou que a teleconferência era restrita a analistas. Edemir creditou a impossibilidade de os jornalistas se conectarem a "problemas técnicos". "Foram mais de 300 pessoas tentando participar", disse. O executivo se desculpou pelas dificuldades enfrentadas pela imprensa. "Transparência é com a gente", acrescentou.

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