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Executivos receberam opções de ações por cumprirem com metas de endividamento. Brito embolsaria R$ 325 milhões pelo valor atual dos papéis

O barsileiro Carlos Brito, principal executivo da AB InBev
EFE
O barsileiro Carlos Brito, principal executivo da AB InBev
O brasileiro Carlos Brito, o presidente executivo da AB InBev, embolsaria uma bonficação de 138 milhões de euros (R$ 325 milhões) se considerado o preço atual das ações da cervejaria belgo-brasileira, informa o "Financial Times".

Essa seria a sua parte no pacote de incentivos no valor de 1,2 bilhão de euros (R$ 2,8 bilhões) que foi garantido aos executivos do alto escalão da fabricante da Budweiser e da Stella Artois pelo cumprimento das metas de redução do endividamento, segundo o jornal.

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O programa de incentivos de longo prazo foi criado em novembro de 2008 após a fusão da americana Anheuser-Busch e a InBev e acionado em no fim de 2011, segundo as demonstrações financeiras publicadas nesta semana pela companhia.

No acordo original, 40 executivos considerados cruciais para o processo de integração terão direito de receber 28,4 milhões de opções de ações pelo preço de 10,5 euros. Como as ações da companhia hoje estão sendo negociadas por mais de 53 euros, as opções renderiam em média 30 milhões de euros a cada um dos executivos. Brito foi contemplado com 3,25 milhões de opções, que valeriam hoje 138 milhões de euros (R$ 325 milhões), informa o jornal financeiro.

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O valor exato dos bônus que será pago a cada um dos executivos da AB InBev , desde que eles permaneçam na companhia, dependerá do preço da ações nas datas do exercício das opções. Metade delas poderá ser exercida em 2014 e metade em 2019.

Para ter direito ao bônus, o endividamento líquido da companhia teria de ser inferior a 2,5 vezes o lucro antes do pagamento de juros, imposto, depreciação e amortização, meta de que foi alcançada no fim do ano passado.

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