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Montante final do ano passado ficou abaixo daquele dos anos de 2010 e 2007; do volume total, 83,2% foram decorrentes de renda fixa

O volume captado por empresas brasileiras ao longo de 2011 (considerando renda fixa e variável) atingiu R$ 112,662 bilhões, valor 52,7% inferior àquele de 2010, ano cujos valores foram inflados pela operação de R$ 120,2 bilhões realizada pela Petrobras.

O montante final do ano passado ficou abaixo daquele dos anos de 2010, quando foi de R$ 243,6 bilhões, e de 2007, que marcou R$ 113,8 bilhões, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais). Do volume total registrado em 2011, 83,2% foi decorrente de captações por meio de instrumentos de renda fixa, com um valor de R$ 93,680 bilhões ao longo do ano, ou um aumento de 6,53% em relação a 2010 ao se comparar somente este segmento.

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A emissão de dívidas por meio de debêntures foi o mecanismo mais usado pelas empresas - registrou no ano um total de R$ 48,500 bilhões. Logo em seguida, vieram as notas promissórias (R$ 18,019 bilhões), os Fundos de Investimento com Direitos Creditórios ( R$ 14,734 bilhões) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários - CRIs ( R$ 12,427 bilhões).

Já a captação por meio de renda variável encolheu dramaticamente entre um ano e outro - diferença motivada principalmente por causa da captação da Petrobras em 2010. O declínio na comparação entre 2011 e 2010 foi de 87,3%. No total das captações feitas internamente em 2011 por meio de Ofertas Iniciais de Ações (IPO's) ou Follow-on's no mercado primário e secundário, as operações somaram R$ 18,982 bilhões, e representaram 16,8% do total das captações internas.

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Mercado externo As empresas com sede no Brasil captaram menos fora do país em 2011 do que em 2010. No ano passado, foram captados US$ 38,553 bilhões, o que representa um declínio de 28,2% em relação aos US$ 53,677 bilhões de 2010. O declínio do acesso aos mercados estrangeiros por meio de renda variável foi significativo entre os dois últimos anos (91,7%), com um total de R$ 1,1 bilhão em 2011 contra R$ 13,302 bilhões em 2010.

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