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Volume de empréstimos somou R$ 37 bilhões, impulsionado por liquidez, taxas e prazos favoráveis, diz Anbima

O volume de captações externas realizadas pelas empresas brasileiras alcançou US$ 4 bilhões em abril, com uma estimativa de captação de US$ 6,9 bilhões em maio, o que eleva o volume de 2011 para US$ 23,2 bilhões (R$ 37 bilhões). A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), diz em relatório que o volume supera em 14,2% o mesmo período de 2010. Na nota, a Anbima afirma ainda que dados já coletados no início de junho indicam que outros US$ 3,7 bilhões em operações estão em curso e sinalizam para a continuidade do bom momento para captações corporativas no mercado internacional.

Segundo a Associação, as empresas brasileiras têm se beneficiado do cenário de elevada liquidez no mercado internacional, aproveitando as condições favoráveis de taxas e prazos para a colocação de títulos de renda fixa. “Este movimento, que apresenta tendência crescente desde o início do ano, também tem sido observado em empresas de outros países emergentes, como a Índia.” A Anbima afirma que, ao que tudo indica, o aumento da liquidez, a redução das taxas dos títulos do governo norte-americano e o aumento do apetite dos investidores estrangeiros por títulos corporativos criam uma nova janela de oportunidade e incentivam a busca pelo melhor perfil de dívida por parte das empresas.

Apenas nos dois últimos meses, a taxa dos títulos americanos de dez anos – um dos vértices da curva-base para a incidência dos prêmios de risco corporativos - caiu de 3,47% ao ano no final de março para 3,04% no último dia de maio.

Embora com volume menor, o mercado doméstico também se mostrou ativo no mês de maio, com sinalizações positivas para os próximos meses. As emissões domésticas totalizaram R$ 44,1 bilhões no ano, com queda de 3,8% sobre igual período do ano passado. Foram lideradas pelas emissões de títulos de dívida, de R$ 31,6 bilhões.

Apenas em maio, foram realizadas 27 operações em títulos de renda fixa, sendo 11 emissões de notas promissórias e dez lançamentos de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), indicando que o mercado de securitização permanece aquecido: em 2011 já foram realizadas 56 operações de CRIs. No segmento de renda variável, o mês contabilizou apenas uma operação, com volume de R$ 731 milhões. Há 18 novas emissões, de setores de atividade variados e incluindo 12 IPOs, em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Anbima.

Em maio, foram realizadas R$ 2,2 bilhões em operações de renda fixa, destacando-se as operações com notas promissórias - que somaram R$ 807 milhões - e as operações com CRIs, que alcançaram R$ 772 milhões. No mês, houve cinco novas emissões de debêntures, somando R$ 608 milhões, lideradas por emissões dos setores de construção civil e de transportes. No início de junho, duas novas operações com debêntures – que somam R$ 410,7 milhões - encontram-se em processo de análise.

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