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Abvcap firma convênio com BID para atrair investidores estrangeiros e divulgar private equity na região

A Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) firmou nesta sexta-feira um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para divulgar, no país e na América Latina, os fundos de private equity, que compram participação acionária em empresas fechadas, principalmente nas que estão começando.

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O fundo multilateral de investimentos do BID (Fumin) investirá US$ 1 milhão, condicionado a uma contrapartida de duas vezes esse valor por parte da ABVCAP. O convênio vai vigorar por dois anos, durante os quais a associação brasileira fará esforços para capacitar a indústria nacional de private equity, captando investimentos e ampliando o número de fundos de participação que recebem esses investimentos. 

Outra meta é tornar esse mercado mais conhecido. “Vamos reforçar o contato com os fundos para tentar melhorar a divulgação das taxas e tempo de retorno dos investimentos”, afirma o presidente da ABVCAP, Sidney Chameh, da DGF Investimentos.

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Na pauta do convênio também está transferir conhecimento para as instituições latino-americanas. “Não se trata de ensinar outros países, mas sim de trocar experiências para evitar que eles repitam os erros que já cometemos”, afirma Chameh. “Nós, por exemplo, nos afastamos dos empreendedores no início. Os gestores ficaram conversando entre si e a associação demorou para engrenar”, diz. 

Além do convênio com o BID, a Abvcap começou, em fevereiro, a segunda fase de uma parceria com a Agência Brasileira de Exportações e Investimentos, a Apex. Por esse convênio, a Apex fará um aporte de R$ 2 milhões, ante a contrapartida de R$ 1,5 milhão da Abvcap, para promover o setor. 

Foco no exterior

A Abvcap também tem buscado atrair investidores estrangeiros. Uma missão comercial em parceria com a Apex já percorreu Londres, Nova York e Paris com esse objetivo. Os próximos destinos são Cingapura e países do Oriente Médio. “Há muita demanda para investimento no Brasil, porque o país vem mantendo um crescimento sustentável há muitos anos”, afirma Chameh. Essa expansão adicionou muitos consumidores ao mercado, tornando os setores de consumo e serviço os preferidos dos investidores, que também olham para segmentos como energia, pré-sal e imóveis.

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O presidente da Abvcap, cujo mandato se encerra dia 8, calcula que, nos 18 meses encerrados em junho deste ano, a indústria de private equity terá movimentado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões. O maior mercado investidor continua sendo os Estados Unidos, seguido pela Grã-Bretanha. Canadá e Oriente Médio também aparecem como fontes de alocação de recursos em empresas brasileiras.

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