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Cenário atual é de um único país, a China, capaz de produzir qualquer produto manufaturado com preços mais baixos

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou há pouco que o Brasil ainda não aprendeu a enfrentar a mudança de paradigma industrial que ocorreu no mundo.

Segundo ele, pela primeira vez, existe um único país (China) capaz de produzir qualquer produto manufaturado com preços mais baixos que o resto do mundo.

"Não existe nenhum produto industrializado que possa ser produzido a custo mais barato que pelos países asiáticos, liderado pela China. Nós não aprendemos a enfrentar este novo cenário", disse em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para debater a política industrial anunciada no início deste mês.

O ministro disse que a crise internacional, que preocupa a todos, é a materialização de mudanças profundas no tecido econômico, social e político das sociedades. Para Pimentel, além da mudança de paradigma industrial, mais dois fatores mudaram o cenário internacional: a mudança do padrão monetário internacional e do padrão de consumo no mundo.

"O dólar ainda é a moeda de troca mundial, mas perde credibilidade dada às sucessivas crises financeiras dos Estados Unidos. Talvez estejamos vivendo os últimos anos com o dólar como moeda de troca internacional", disse. Pimentel lembrou que os chanceleres dos países da América do sul (Unasur) aprovaram a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de mecanismo de troca lastreado por moedas locais.

Por fim, Pimentel destacou a mudança do padrão de consumo mundial. Segundo ele, EUA e Europa, que foram campeões de demanda, perderam a capacidade de expansão. "Esta mudança dos mercados de consumo fica mais clara quando vemos que a dinâmica do mundo se dá pelos países emergentes: China, Brasil, Índia, África do Sul. Este início de século 21 mostra esta grande mudança", afirmou.

O ministro disse ainda que há um claro deslocamento do eixo geoeconômico do mundo para o Hemisfério Sul. "A economia gira abaixo da Linha do Equador. Tudo indica que do ponto de vista da política internacional esta mudança também ficará visível", afirmou.

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