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Presidente do conselho do banco lembra que instituição tem feito diversas associações e que atuação na África foi "oportunidade"

Lázaro Brandão, presidente do conselho do Bradesco: atuação na África foi uma oportunidade
AE
Lázaro Brandão, presidente do conselho do Bradesco: atuação na África foi uma oportunidade
O Banco Bradesco está aberto a parcerias na área de serviços. A informação é do presidente do conselho de administração do banco, Lázaro Brandão. “Na área de serviços, podem sair mais parcerias. Estamos abertos e sempre há espaço para parcerias”, disse Brandão, ao comentar diversas associações que o Bradesco vem fazendo.

“A idéia é buscarmos escala, mais predominantemente na área de serviços, como cartões, como a Odontoprev, de vale refeição, em ATMs. No mundo, se compartilha serviços. Aqui, houve um certo retardamento, disse Brandão.

De acordo com o presidente do Bradesco, Luis Carlos Trabuco Cappi, alguns setores de atuação da instituição dependem de compartilhamento. “Daí partirmos para parcerias.” Esse é o caso da bandeira nacional de cartões, a Elo, que está sendo recriada pelo Bradesco em associação com o Banco do Brasil e que já recebeu a adesão da Caixa Econômico Federal. Os planos são colocar o cartão nas ruas no mês de outubro.

Outros exemplos citados por Trabuco são a Odontoprev, prestadora de serviços na área odontológica, a Europa Seguros, na área de seguridade, e a Orizon, que faz captura de informações na área de saúde. “Outro caso é a da plataforma de processamento de cartões. Não temos 100%, mas temos 49% da Fidelity”, complementou Trabuco. “O Brasil é um dos poucos países em que não há compartilhamento das máquinas de autoatendimento fora da agência. Essa é uma área em que estamos fazendo parceria”, listou

Não há plano do banco, no entanto, de união em sua principal área de atuação, a atividade bancária. Segundo o presidente do conselho do Bradesco, a associação da instituição com o Banco do Brasil e o Banco Espírito Santo (BES) para explorar o mercado de varejo africano foi uma “oportunidade”. “A internacionalização, propriamente dita, para disputar mercados, está descartada”, afirmou Brandão.

Segundo ele, a proposta do BES surgiu porque ele participa do capital do Bradesco. “A operação com o BES foi uma exceção. Como ele tem uma participação conosco, sugeriu que participássemos do negócio deles no continente africano”, afirmou. “A forma de atuação está em estudos.”