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Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,31%, aos 66.703 pontos; na semana, a desvalorização foi de 1,59%

A Bovespa fechou em leve baixa nesta sexta-feira. Durante a maior parte do pregão, a bolsa operou em alta, mas virou a uma hora do fechamento, com o peso das "blue chips", que também viraram e passaram a cair. Além disso, ações de construtoras, que subiram muito nos últimos dias, devolveram ganhos. O principal indicador da bolsa, o Ibovespa, fechou em queda de 0,31%, aos 66.703 pontos. Na semana, o bolsa teve desvalorização de 1,59%.

No final do pregão, as ações preferenciais da Vale caíam 0,24%, para R$ 40, e as da Petrobras tinham desvalorização de 1,03%, para R$ 23,84. As ações de construtoras lideraram as perdas no Ibovespa. No final do pregão, os papéis da Brookflied caíram 4,44%, enquanto os da Cyrela tiveram baixa de 4,17% e os da Rossi Residencial perderam 3,84%.

O desempenho fraco das "blue chips" prejudicou a Bovespa, principalmente pela disputal judicial envolvendo a Vale. A mineradora informou que vai contestar a cobrança de tributos pela Receita Federal envolvendo a incidência de contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) e imposto de renda sobre os lucros de controladas e coligadas no exterior.

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O cenário internacional foi a principal causa da volatilidade registrada pelo Ibovespa nesta semana, e essa instabilidade ditada pelo exterior deve permanecer ao longo de todo o mês de março, segundo um operador do mercado. A próxima semana, no entanto, deve ser mais tranquila em relação a essa.

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Na semana, a redução da meta de crescimento da China para 7,5% neste ano ajudou a desestabilizar as bolsas, assim como as dúvidas sobre se a Grécia conseguiria ou não aprovar seu acordo de troca da dívida nas mãos dos credores internacionais, segundo um operador do mercado. Ainda no começo da semana, a confirmação da contração do PIB da zona do euro teve papel importante sobre as perdas dos mercados.

Na Grécia, o Ministério de Finanças anunciou que os credores privados que detêm 152 bilhões de euros em títulos da dívida do país, ou 85,8% do total, aceitaram perdoar parte da dívida de forma voluntária. Esse número foi elevado a 95,7% com a ativação das cláusulas de ação coletiva (CACs) para garantir que a participação dos investidores na operação seja alta o suficiente e atenda às exigências de um segundo pacote de socorro financeiro.

Há pouco, porém, a Associação Internacional de Derivativos e Swaps (ISDA, na sigla em inglês) afirmou que a decisão de usar a CAC representa um "evento de crédito". Com isso, os detentores dos chamados swaps de crédito (CDS, na sigla em inglês), que são contratos de derivativos para proteção contra calotes, poderão exercer o direito de receber um pagamento sobre esse papéis. A estimativa do mercado é de que a ação provoque o pagamento de cerca de US$ 3,2 bilhões aos investidores de CDS.

Por outro lado, o corte na taxa de juros Selic e a aprovação do acordo na Grécia impulsionaram as bolsas nos dias seguintes, enquanto dados mais animadores sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados nesta sexta-feira sustentaram os ganhos das principais bolsas europeias e americanas. 

(com agências)

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