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Bolsa afirma estar certa de que não é culpada no caso em que foi acusada de improbidade administrativa e condenada a pagar R$ 8,4 bilhões

A BM&FBovespa, que foi condenada a pagar R$ 8,4 bilhões por estar incluída em um caso envolvendo a desvalorização do real em 1999, vai recorrer da decisão do juiz por ter "certeza absoluta" de não ter praticado qualquer ato que justifique sua inclusão como ré no caso.  “Devemos recorrer já nas próximas semanas,” afirma Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa.

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O argumento da BM&FBovespa é que a empresa não tem envolvimento com o caso específico que gerou a ação judicial, que acusa de improbidade administrativa diversos réus, entre eles Francisco Lopes, presidente do Banco Central em 1999. Naquele ano, quando foi abandonada a paridade da moeda brasileira com o dólar - e o real perdeu valor imediatamente -, o Banco Central vendeu dólares a um valor inferior ao do mercado para o banco Marka, que tinha assumido pesados compromissos na moeda norte-americana e teria quebrado caso o BC não tivesse agido em seu favor.

As ações que resultaram na inclusão da BM&FBovespa como ré têm a finalidade de apurar a prática
de possíveis atos de improbidade administrativa nas operações realizadas pelo Banco Central naquela ocasião e de obter o ressarcimento de supostos danos aos recursos financeiros do poder público.

Por considerar que não tem envolvimento com a situação, a BM&FBovespa irá recorrer da decisão que resulta em uma condenação de R$ 8,423 bilhões, incluindo multas. Em comunicado, a Bolsa já havia esclarecido que, "com base na opinião de seus advogados, continua a acreditar na total improcedência dessas ações."

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