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Indicadores bons na Inglaterra e na Alemanha animam os mercados de ações

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 2,48% nesta terça-feira, com o Ibovespa cotado em 59.264 pontos. A animação veio de indicadores positivos nos Estados Unidos e na Europa. Em Nova York, às 18h20, Dow Jones subia 1,78% e S&P500 tinha ganho de 1,86%.

As bolsas europeias fecharam em alta, sustentadas por indicadores econômicos divulgados na Alemanha e no Reino Unido hoje, que se somaram a dados bons anunciados ontem na Europa e durante o fim de semana na China. Hoje os mercados de Nova York e Londres voltaram a operar, depois de ficaram fechados ontem para comemoração do ano-novo, o que deverá aumentar a liquidez nos negócios.

Setor de serviços da China se recupera em dezembro

O governo da Alemanha informou que a taxa de desemprego caiu para 6,8% em dezembro , e a média total de desempregados no país em 2011 ficou em 2,976 milhões, o menor nível desde 1991. No Reino Unido, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) industrial subiu para 49,6 em dezembro, de 47,7 em novembro, contrariando as previsões de declínio para 47,3.

Ontem, as praças que estavam abertas na Europa e na Ásia ganharam impulso de indicadores que mostraram que o PMI industrial da zona do euro subiu para 46,9 em dezembro e o PMI oficial da China, medido pela Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP), apontou expansão na atividade industrial em dezembro ao subir para 50,3.

As commodities colaboram para os ganhos das bolsas, já que operam em alta tanto em Londres quanto em Nova York no primeiro dia de negócios nos dois mercados após o feriado de ano novo de ontem, o que dá força para ações de empresas ligadas a recursos básicos. O petróleo é destaque, com altas de mais de 2% em consequência de receios sobre a oferta da commodity em meio ao aumento das tensões entre os EUA e o Irã.

Entre os números aguardados para hoje estava o índice do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial dos EUA, que subiu para 53,9 em dezembro, de 52,7 em novembro. A leitura superou a previsão dos economistas , de 53,5.

Hoje também teve ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve . O banco central americano afirmou nesta terça-feira que começará a publicar projeções do ritmo da taxa básica neste mês e também deve informar quando seus membros esperam que a primeira elevação da taxa ocorra. O Fed dará início à publicação quando divulgar suas previsões econômicas trimestrais após a reunião de 24 e 25 de janeiro, afirmou a ata da reunião de 13 de dezembro.

As principais bolsas europeias fecharam em alta pelo quarto pregão seguido e atingiram o maior patamar desde agosto do ano passado, impulsionadas pelos dados que indicam que a indústria dos Estados Unidos teve, em dezembro, expansão mais rápida em seis meses.

O indicador Stoxx 600 subiu 1,58%, para 251,06 pontos no fechamento, seu maior nível desde 3 de agosto. Já o FTSEurofirst 300 teve alta de 1,56%, aos 1.027 pontos. As bolsas europeias subiram sustentadas por indicadores econômicos divulgados na Alemanha e no Reino Unido hoje, que se somaram a dados bons anunciados ontem na Europa e durante o fim de semana na China. Hoje os mercados de Nova York e Londres voltaram a operar, depois de ficaram fechados ontem para comemoração do ano-novo, o que deverá aumentar a liquidez nos negócios.

Dólar

A expressiva melhora nos mercados internacionais conduziu o dólar nesta terça-feira à maior queda diária em mais de dois meses, com investidores se apegando a dados positivos no exterior para buscarem ativos de maior risco.

A moeda norte-americana fechou em baixa de 2,01%, para R$ 1,8318 na venda. Foi a maior desvalorização percentual diária desde 27 de outubro, quando a cotação tombou 2,93%. O fechamento desta terça-feira também levou a moeda norte-americana ao menor valor desde 9 de dezembro, dia em que terminou a 1,8059 real na venda.

(com Agência Estado e Dow Jones)

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