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Nos EUA e na Europa, expectativa de retomada econômica americana puxa ações para cima

Após a valorização expressiva de ontem , a Bolsa de Valores de São Paulo opera perto da estabilidade nesta quarta-feira (14). Por volta das 12h40, o Ibovespa, principal índice da praça paulista, registrava leve baixa de 0,08% nos papéis, levando a Bovespa aos 68.341 pontos. As principais bolsas globais operam – ou já encerraram o dia – no terreno positivo.

- Dólar também opera em alta, após decisão do BC americano

"Hoje, a agenda econômica é tranquila, mas decorrente da forte alta que tivemos no pregão de ontem, não podemos descartar um ajuste técnico, principalmente naquelas ações cuja alta superou a casa de 5%", explica relatório da corretora SLW.

Na Ásia, as principais bolsas fecharam em alta, com exceção da chinesa , que recuou 2,6% após anúncio do premiê local acerca da necessidade de reformas políticas no país para o progresso da economia. No Japão, o índice Nikkei subiu 1,53%, atingindo o maior nível dos últimos sete meses. Na Coreia do Sul, o índice Kospi avançou 0,99%. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,93%.

Na Europa, as bolsas trabalham no terreno positivo , atingindo o maior patamar das últimas 33 semanas. "No dia, os mercados são impulsionadas pelas ações do setor financeiro, que refletem as previsões da economia norte americana apresentadas pelo FED na sessão anterior e pelos testes de estresse realizados nos bancos dos EUA", diz relatório de Roberto Indech, da Rico.

Em Londres, o FTSE 100 tinha leve alta de 0,06%, a 5.959 pontos, e, em Paris, o CAC 40 subia 0,44%, a 3.565 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhava 1,15%, a 7.076 pontos, e, em Madri, o Ibex 35 subia 0,23%, a 8.396 pontos. O italiano MIB avançava 0,19%, aos 16.831 pontos.

Já nos EUA, as bolsas operam de lado nesta quarta. Às 12h45, o Dow Jones tinha leve alta de 0,10%, aos 13.191 pontos, enquanto a Nasdaq registrava baixa de 0,06%, a 3.037 pontos, e o S&P 500 baixava 0,14%, aos 1.393 pontos.

"O comunicado do Fed de ontem conduziu a dois movimentos simultâneos. O primeiro é o alívio global, com a maior confiança em relação ao crescimento nos Estados Unidos e, portanto, mundial. O anúncio, por outro lado, indica que dificilmente o banco central norte-americano fará um novo programa de afrouxamento quantitativo. Neste caso, é provável que haja menor confiança em excesso de liquidez", afirma relatório de Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora.

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