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Mercados reagem a dados ruins da economia chinesa e temem recessão de longo prazo

Após operar no terreno negativo durante toda a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda de 0,5% por volta das 13h30 desta segunda-feira, aos 66.360 pontos. A praça paulista acompanha as principais bolsas europeias, que também abriram a semana em queda , com temor de que a crise no continente siga por um período mais longo que o previsto. As piores quedas eram registradas nos papéis do grupo rodoviário CCR, da varejista B2W e da mineradora MMX.

A Grécia continua no foco dos mercados. Na sexta-feira, a Associação Internacional de Derivativos e Swaps (ISDA, na sigla em inglês) declarou que a decisão do governo grego de usar a cláusula de ação coletiva (CAC) para reestruturar a dívida é um “evento de crédito”. Ou seja, a renegociação teria envolvido um calote significativo para os credores do país.

Para a agência de classificação de risco Moody's, o risco de calote grego continua alto . O mercado aguarda o resultado do encontro do Eurogrupo, cujos temas são o novo pacote de auxílio à Grécia, o déficit fiscal da Espanha e o programa de ajuda para Portugal.

Ainda na Europa, o Instituto Nacional de Estatísticas da Itália divulgou nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,7% no quarto trimestre de 2011, em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Como é o segundo trimestre seguido de recuo, o país está tecnicamente em recessão.

As bolsas asiáticas também operavam no negativo no primeiro pregão da semana. Entre outros dados, os investidores reagiram com preocupação ao fato de a balança comercial da China ter apresentado um déficit de US$ 31,5 bilhões em fevereiro.

"Os últimos dados econômicos da China sugerem, de fato, uma perda de ritmo: indústria, comércio e exportações vieram abaixo do consenso", diz relatório de Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora. "Mais que os números, as divulgações de China são um sinal de que a agenda dos investidores migra de uma preocupação de crise aguda para uma crise crônica."

"Na China, o crescimento das exportações ficou abaixo do esperado e reforça o quadro de desaceleração econômica, já indicado pelos números da produção industrial", diz relatório da Banif Corretora. "Os dados da balança comercial trouxeram mais um sinal de recuo da atividade econômica no país no início de 2012", segue a nota.


(* Com Agência Estado e Valor Online )

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