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Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 67.749,49 pontos, descolada dos mercados externos

A Bovespa registrou hoje mais um dia de queda, só que desta vez o tom negativo foi imposto por um evento doméstico: a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O Ibovespa voltou para os 67 mil pontos e encerrou a quinta-feira em queda de 0,74%, aos 67.749,49 pontos. Logo cedo, o BC divulgou o documento indicando que a taxa básica de juro, a Selic, cairá, no máximo, para 9% ao ano, minando expectativas do mercado.

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"Imaginava-se que a aceleração da redução dos juros levaria a uma taxa de 8,5% até o final do ano, mas agora deve ficar em torno de 9%, ligeiramente acima de mínima histórica. Por isso, o mercado mudou um pouco a leitura do que poderia acontecer em termos de juros", afirma Romeu Vidali, gerente de renda variável da Concórdia Corretora.

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Segundo ele, a redução da Selic ajudaria a acelerar a valorização da bolsa no final do ano, somada à possível solução da crise europeia e à recuperação econômica dos Estados Unidos. "A estimativa era que o Ibovespa ficasse na casa dos 78 mil a 80 mil pontos. Agora, deve terminar entre 72 mil a 74 mil pontos", diz Vidali.

Outra informação contida na ata que azedou o humor dos investidores foi a de que está descartado um novo aumento de combustível este ano. As ações da Petrobras operaram em baixa durante todo o pregão e fecharam com perdas significativas, bem superiores à do Ibovespa. A ON caiu 2,60% e PN, -2,46%.

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Para o diretor técnico Apogeo Investimentos Paulo Bittencourt, não há novidade nesse movimento da Bolsa. Segundo ele, o Ibovespa continua reagindo a eventos pontuais, para o bem ou para o mal, e deve se manter no nível entre 65 mil e 68 mil pontos ainda por um bom tempo. "Para o Ibovespa mudar de nível é preciso entrar dinheiro novo e isso não deve ocorrer por enquanto", avaliou, destacando ainda que o índice tem se mantido de lado ao longo deste mês. Na mínima, Ibovespa recuou 1,17%, atingindo 67.458 pontos, na máxima ficou estável, aos 68.259 pontos.

Várias ações de construtoras e de consumo, fortemente influenciadas pelo crédito, e que subiram após o corte mais agressivo da Selic na semana passada, apresentam hoje um desempenho negativo. Klabin PN (-4,97%), Cyrela ON (-3,08%), e Rossi Residencial ON (-2,68%). Do lado do consumo, Lojas Americanas ON (-2,91%), Lojas Renner ON (-2,78%).

Do lado positivo do Ibovespa, figuraram as ações da Vale. Ontem à noite, a mineradora conseguiu medida cautelar no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que favorece a companhia na disputa com a Receita Federal sobre a cobrança tributos sobre o lucro de coligadas ou controladas de empresas brasileiras no exterior. O papel ON avançou 0,95% e o PNA, +0,85%.

(com Agência Estado )

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