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Bolsa vira, apesar de preocupação com a Grécia

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a quinta-feira em queda mas, por volta das 11h30, virou e passou a subir, a despeito das baixas em outros mercados e nos Estados Unidos. Seu principal índice, o Ibovespa, registrava alta de 1,10% por volta de 15h30, aos 71.573 pontos.

A Bolsa demonstra uma maior disposição para realizar lucros, caminhando para o terceiro pregão seguido de baixa, num dia em que a aversão ao risco assume proporções maiores devido à preocupação com a Grécia. Os investidores temem que a Grécia não consiga cumprir suas obrigações de dívida diante da disparada nos custos de captação em meio a rumores de fuga de capital dos bancos.

Para completar o quadro negativo do dia, os dados semanais de pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos surpreenderam negativamente. Os pedidos cresceram 18 mil na última semana, contrariando previsão de queda de 1 mil. O clima de aversão ao risco beneficia o dólar.

Europa

As decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra e a situação fiscal e econômica da Grécia guiavam em parte os negócios nas principais bolsas da Europa. Os agentes estão cautelosos ante a possibilidade de Atenas não conseguir honrar compromissos. A taxa de juro demandada por investimentos para os bônus do governo grego atingiu nova máxima na comparação com o título da dívida da Alemanha, que tem a menor taxa na zona do euro.

Tanto o BCE como o BC da Inglaterra decidiram pela manutenção de suas respectivas taxas de juro, em 1% e 0,5%, nesta ordem.

Minutos atrás, o FTSE-100, de Londres, cedia 0,95%, para 5.707,17 pontos. O CAC-40, de Paris, perdia 1,36%, aos 3.972,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX declinava 1% e estava em 6.160,03 pontos.

Ásia

A maioria dos mercados asiáticos apresentou queda. Mais do que o fraco crédito ao consumidor nos Estados Unidos e as novas preocupações sobre o endividamento da Grécia, os investidores se nortearam pela realização de lucros, após as recentes altas nas sessões anteriores.

A realização de lucros derrubou a Bolsa de Hong Kong, após ter atingido, na véspera, o maior nível em quase três meses. O índice Hang Seng caiu 61,73 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 21.867,04 pontos. As expectativas de que a China irá permitir a valorização do yuan limitaram o declínio.

As Bolsas da China também apresentaram queda, por conta das ações dos setores minerador, afetado pela baixa nos preços das commodities, e imobiliário, que sofreu com preocupações sobre novas medidas de aperto monetário. O índice Xangai Composto caiu 0,9% e encerrou aos 3.118,71 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,7% e terminou aos 1.232,25 pontos.

Dólar

O dólar comercial registrava, por volta de 15h30, queda de 0,6%, cotado a R$ 1,77 para venda.

(Com agências)

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