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SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu estável, mas passou a operar em terreno negativo, após a divulgação dos dados de desemprego nos Estados Unidos. Às 14h32, o índice Ibovespa, principal referência da bolsa paulista, caía 0,46%, aos 64.517 pontos. Na quinta, a bolsa fechou em alta de 1,41%, aos 64.815 pontos.

No mercado cambial, o dólar tem leve queda nesta sexta-feira. Às 14h15, a moeda norte-americana caía 0,23% e era vendida a R$ 1,718.

A economia norte-americana eliminou 190 mil postos de trabalho em outubro, acima da expectativa de economistas de perda de 175 mil empregos, segundo dados do Departamento de Trabalho. A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 9,8% em setembro para 10,2% em outubro, o maior nível desde abril de 1983.

O aumento da taxa de desemprego fez com o que a Bolsa de Nova York operasse em baixa no pregão de hoje. Às 14h30 (de Brasília), o Dow Jones perdia 0,05% e o Nasdaq caía 0,02%.


Agenda


A agenda macroeconômica desta sexta-feira traz ainda dados de crédito ao consumidor, em setembro, às 18 horas. No campo corporativo, Starbucks anunciou ontem à noite lucro de US$ 150 milhões no terceiro trimestre, maior do que as previsões, e melhorar sua estimativa para o crescimento do lucro em seu atual ano fiscal, iniciado em outubro.

A seguradora AIG divulgou lucro de US$ 455 milhões (US$ 0,68 por ação) no terceiro trimestre deste ano, saindo do prejuízo de US$ 24,47 bilhões (US$ 181,02 por ação) de igual período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

Alerta com o câmbio

A preocupação do governo brasileiro com a taxa de câmbio é tamanha que vai chegar ao G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). O grupo inicia nesta sexta-feira um encontro na Escócia e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na quinta-feira em Londres que o Brasil levará a questão cambial para as discussões.

Segundo Mantega, "temos um desequilíbrio cambial porque os países têm comportamentos diferenciados em relação ao câmbio". A proposta do Brasil é de que todos os países adotem o mesmo sistema e que a escolha seja pela política de câmbio flutuante . De acordo com o diagnóstico da Fazenda, o cenário atual internacional de câmbio misto está prejudicando os países mais sólidos, como o Brasil, que oferecem maiores rendimentos aos capitais internacionais.

E é por causa dessas consecutivas demonstrações públicas de preocupação com a sobrevalorização do real que os investidores devem continuar sustentando a cotação do dólar acima de R$ 1,70 no Brasil.

"As discussões sobre medidas cambiais continuam e o mercado acompanha com curiosidade. A cotação da moeda norte-americana está se aproximando novamente de R$ 1,70 e a perspectiva é de que, se isso continuar, outra medida cambial será tomada. Por causa dessa avaliação, se o dólar encostar em R$ 1,70 o mercado deve comprar, esperando medidas novas", disse um operador, acrescentando que o recuo para perto dessa marca não está descartado para ocorrer ainda nesta sexta.

Bolsas asiáticas

A maioria dos mercados asiáticos encerrou a semana em alta. Os ganhos em Wall Street e as boas notícias vindas dos Estados Unidos contribuíram para o otimismo dos investidores nesta sexta-feira.

Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong. O índice Hang Seng ganhou 350,64 pontos, ou 1,6% e terminou aos 21.829,72 - na semana, o índice acumulou alta de 0,4%. Os ganhos foram liderados pelas ações dos setores financeiro e imobiliário.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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