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Preocupação com a redução da demanda da China por minério gera pessimismo nas bolsas globais; Ibovespa cai mais de 1%

A Bolsa de Valores de São Paulo cai mais de 1% nesta terça-feira, acompanhando o desempenho negativo das bolsas internacionais. Preocupações com uma menor demanda da China por minérios, que reforçam a perspectiva de menor crescimento do país, influenciam as decisões dos investidores.

Às 12h19, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 1,13%, cotado em 66.954 pontos. Apenas as ações do Pão de Açúcar tinham alta entre os papéis do índice (+0,52%).

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Em relatório nesta manhã, os economistas do Banco Fator destacam que as bolsas europeias e asiáticas caem após Ian Ashby, presidente da BHP Billiton, maior mineradora do mundo, ter dito que a produção de aço na China está diminuindo.

As bolsas também são pressionadas pela alta dos preços da gasolina e do diesel na China. Ao elevar os combustíveis, o governo chinês acaba pressionando a economia, pois a população, teoricamente, fica com menos sobra de dinheiro para gastar. Pequim está agindo diferentemente do que se esperava, que era alguma atitude para acelerar a economia," comenta Pedro Galdi, analista da SLW.

Com a desconfiança do mercado em relação ao crescimento chinês, as commodities são prejudicadas, o que acaba tendo um grande impacto na bolsa brasileira, acrescenta Galdi. "Todos os mercados de risco acabam caindo, como a Bovespa tem muita ação ligada a commodities, acaba sendo pressionada," diz.

Além da preocupação com a China, dados de construção de casas nos EUA - que indicam a redução do início de construção de moradias no país - também aumentam o pessimismo dos investidores na sessão. O mercado também aguarda um discurso do presidente do Federal Reserve e do secretário do tesouro dos EUA.

Para Pedro Silveira, economista da TOV, os investidores também estão realizando lucros obtidos nas últimas sessões. "Tudo indica que estamos em um dia de realização e não em uma forte correção de trajetória do otimismo que tem imperado nos mercados globais. O crescimento da China é um evento crucial, de fato, para as perspectivas globais, mas as projeções de crescimento reduzidas já estavam feitas desde janeiro," diz em comentário sobre os mercados.

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