Tamanho do texto

No mercado cambial, o dólar subiu para R$ 1,709 e teve ganho semanal de 2,58%, o maior desde junho

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu as perdas no final, mas fechou em queda. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, recuou 0,18%, para 69.529 pontos, e girou R$ 6,213 bilhões. Com este desempenho, o índice acumula baixa de 3,20% nesta semana. Entre os motivos apontados para a desvalorização, estão um movimento natural de realização e uma cautela de investidores na espera por novidades dos EUA.

Neste pregão, diante da agenda esvaziada, os investidores acompanham o movimento do principal índice de Wall Street - Dow Jones. No final da tarde, o índice tinha baixa de 0,13%. Já a Nasdaq tinha alta de 0,80% e o S&P 500 subia 0,24%.

No mercado cambial, o dólar tomou fôlego no decorrer da tarde e fechou o dia com alta de 0,41%, a R$ 1,709 na venda. Na semana, o preço do dólar subiu 2,58%, maior valorização semanal desde o começo de junho. Cabe lembrar também que o dólar caiu por sete semanas consecutivas. No mês, o ganho é de 1,0%.

O gerente de Tesouraria do banco Daycoval, Gustavo Godoy, assinala que, além de um movimento natural de realização, tendo em vista que o Ibovespa voltou a testar os 71 mil pontos, o mercado contou com uma semana mais pesada no exterior, principalmente com a desaceleração e a alta de juros na China .

Por aqui, os mercados reagiram também à alteração do imposto sobre operações finaceiras (IOF). Na segunda-feira, a Fazenda subiu novamente o imposto, de 4% para 6%, para os ingressos em renda fixa, e também adotou a mesma alíquota sobre os depósitos de margens para estrangeiros que querem operar na BM&F. Já na quarta-feira à noite, o Banco Central fechou as brechas que existiam e poderiam ser usadas pelo estrangeiro para escapar da tributação nos depósitos de margem. A reação do mercado foi bastante negativa, ontem, com agentes insatisfeitos com as intervenções do governo e ajustando posições às determinações da autoridade monetária. Segundo o superintendente de tesouraria do Banco Banif, Rodrigo Trotta, tem um clima ruim pairando sobre o mercado, a percepção de que alguma coisa pode acontecer.

Além disso, o mercado segue na expectativa de algum anúncio de estímulo econômico pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que se reúne na primeira semana de novembro. No Brasil, Godoy aponta que o processo eleitoral representa um entrave principalmente aos investidores estrangeiros, que ainda estão receosos com uma taxação da entrada de seu capital no mercado acionário.

Nesta sexta, as ações da Petrobras impediram uma queda maior do Ibovespa. Com 12% do volume total dos negócios, os papéis preferenciais da empresa subiam 0,37% no final do pregão, para R$ 24,25. Por outro lado, as ações preferenciais da Vale tinham baixa de 0,39%, para R$ 48,14 e um peso de 11% no volume do dia.

As quedas do índice eram lideradas pela ALL ON no final do dia, com perda de 4,24%, para R$ 15,80, e Natura, com desvalorização de 3,93%, para R$ 47,17. Entre os ganhos, destaque para Ecodiesel, cujas ações subiam 15,74%, para R$ 1,25. Em seguida, os papéis ordinários da Usiminas subiam 3,91%, para R$ 24,20, e os preferenciais, 3,35%, para R$ 20,66.

Na Europa , as bolsas de valores também fecharam em baixa, com preocupações sobre o resultados da reunião do G20 levando os investidores a realizar lucros após as máximas em seis meses atingidas por importantes índices na véspera. O FTSEurofirst 300, índice das principais ações da Europa, fechou em baixa de 0,36 por cento, aos 1.089 pontos, de acordo com dados preliminares.

(Com Valor Online e agências)

    Leia tudo sobre: Bovespa
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.