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Às 15h25, o Ibovespa tinha queda de 0,90% e perdia os 70 mil pontos; o dólar tinha alta de 1,14%, para R$ 1,696

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A Bovespa descola do exterior e opera em queda nesta quinta-feira, depois de ter registrado alta durante a manhã. Às 15h25 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) perdia 0,90%, para 69.768 pontos. No mercado cambial, o dólar tinha alta de 1,15%, para R$ 1,696 na venda.

Na primeira etapa dos negócios, os números vindos da China, mostrando um arrefecimento no ritmo de crescimento do país, e alguns indicadores e balanços da economia americana estavam sustentando o movimento comprador dos investidores.

Nesta tarde, entretanto, além da redução da valorização em Wall Street, o analista da Magliano Corretora Henrique Kleine assinala que as incertezas em relação ao impacto da taxação do investimento estrangeiro sobre a Bovespa também podem estar impulsionando as vendas no Brasil.

As palavras do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, parecem não ter solucionado as dúvidas do mercado. Nesta quinta-feira, ele afirmou que ainda é cedo para saber se as últimas medidas anunciadas pelo governo com objetivo de fechar as brechas encontradas pelos estrangeiros para driblar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terão impacto no mercado de capitais brasileiro.

"Para saber exatamente o impacto no volume, tanto para balcão, quanto para bolsa, temos de esperar um pouquinho, pelo menos 15 a 20 dias", disse.

O diretor-executivo Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da bolsa, Eduardo Guardia, destacou que a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciada ontem, que proíbe aluguel, troca ou empréstimo de títulos e valores mobiliários para investidores estrangeiros para operações no mercado de derivativos, atinge não só as negociações em bolsa, mas também o mercado de balcão.

Para Guardia, no entanto,o impacto será limitado porque, segundo ele, o volume de operações no BTC (banco de títulos responsável por negócios com aluguel de ações ) relacionadas à medida representam 5% do volume total.

Ontem, o Banco Central também determinou que a bolsa brasileira vedasse a utilização de carta fiança obtida pelos estrangeiros em bancos brasileiros para uso como garantias em operações de derivativos. A modalidade é isenta de IOF.

"Os bancos estrangeiros mostram certa tensão com as medidas, o que pode ter incentivado as vendas na Bolsa", comentou Kleine.

Minutos atrás, os papéis ON da BM&FBOvespa cediam 3,33%, a R$ 13,61. Já as ações PNA da Vale recuavam 1,46%, a R$ 48,58, enquanto Petrobras PN caía 2,40%, a R$ 24,39.

Também figuravam entre as principais baixas do Ibovespa os papéis PNB da Eletrobras (-3,16%, a R$ 28,18) e da Cesp (-3,20%, a R$ 27,79). Já no sentido oposto, as maiores altas partiam de Fibria ON (5,77%, a R$ 28,37), Natura ON (2,50%, a R$ 48,69) e Ambev PN (1,78%, a R$ 233,10).

Exterior

Nos Estados Unidos, os índices tinham alta por volta de 15h20. Dow Jones subia 0,43%, Nasdaq avançava 0,13% e S&P 500 tinha valorização de 0,25%.

Na Europa , as bolsas encerraram a quinta-feira em alta, com o índice da região fechando no patamar mais alto em seis meses, impulsionado por série positiva de balanços trimestrais de termômetros de mercados como a Nokia.

Na Ásia , as bolsas fecharam sem sinal definido. A Bolsa de Hong Kong se recuperou do declínio da véspera, com a alta nas blue chips relacionadas com a China, após o governo chinês elevar a taxa de juros. O índice Hang Seng subiu 0,4%. Já a realização de lucros nos bancos e nas corretoras derrubou as Bolsas da China, após os dados econômicos mostrarem redução no ritmo de crescimento do país no terceiro trimestre. O índice Xangai Composto caiu 0,7%. O índice Shenzhen Composto também perdeu 0,7%.

Números divulgados nesta quinta mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China desacelerou para um crescimento de 9,6% no terceiro trimestre deste ano. O resultado é menor que a alta de 10,3% apontada no trimestre imediatamente anterior. Já a inflação ganhou força e atingiu o maior patamar em quase dois anos: 3,6% em setembro, em base anual.

(Com Valor Online e agências)

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