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Vencimento de opções intensifica o volume de negócios nesta segunda; no exterior, EUA e Europa operam sem sinal definido

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A semana começa com o vencimento de opções sobre ações ditando o ritmo da Bovespa, o que deve intensificar o vaivém dos negócios locais, que já recebem pouca inspiração dos mercados internacionais para o dia. À espera de uma força motriz capaz de estimular novas compras, os investidores operam na linha d'água, com os índices acionários em Nova York e na Europa oscilando entre leves altas e baixas.

Perto das 10h50, o Ibovespa tinha alta de 0,43%, cotado em 67.972 pontos.

O analista da Um Investimentos, Eduardo Oliveira, afirma, em relatório, que após uma forte reação dos mercados globais no começo desse ano, os investidores estão ávidos por notícias que justifiquem a continuidade da compra de ativos de risco. "Porém, a fonte de novas notícias pode estar secando, podendo levar em breve a um movimento de realização de lucros nos mercados", avalia. No ano até a semana passada, o Ibovespa acumula alta de quase 20%.

Vale

Enquanto no exterior a ausência de notícias relevantes no front econômico deixa os negócios sem viés definido, aqui no Brasil as ações da Vale podem ser penalizadas pelo noticiário desfavorável em pleno dia de vencimento de opções sobre ações.

A companhia relatou problemas no escoamento da produção pela Estrada de Ferro Carajás, após um acidente na ponte ferroviária na noite da última sexta-feira. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB/PA) decidiu exigir que o governo estadual cobre R$ 5 bilhões por ano das mineradoras que atuam no Estado, como pagamento pelo exploração de recursos hídricos na região.

Petrobras

Já a Petrobras realiza hoje a Assembleia Geral Ordinária (AGO), na qual deve enfrentar questionamentos dos minoritários quanto à queda de mais de 50% no lucro líquido do trimestre passado. Também devem haver perguntas sobre a escolha independente de Josué Gomes da Silva para o Conselho, uma vez que ele é visto como alguém ligado ao governo.

Na agenda do dia, a primeira pesquisa Focus realizada pelo Banco Central após a divulgação, na semana passada, da ata da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) revela que o mercado financeiro passou a prever que o ciclo de afrouxo monetário acabará em abril. Para o mês que vem, a mediana das previsões dos analistas para a taxa Selic caiu de 9,50% para 9,00%. A partir dessa decisão, economistas esperam manutenção do juro básico da economia brasileira em 9,00% até o fim do ano. Até a semana passada, o mercado previa o fim do ciclo de queda do juro em maio.

Para a taxa de câmbio, o mercado financeiro elevou a estimativa para o dólar ao final de 2013, segundo a pesquisa do BC. De acordo com o levantamento, a mediana das previsões para a taxa de câmbio no fim do próximo ano subiu de R$ 1,75 para R$ 1,80. Alguns economistas dizem que esse seria o novo piso informal do dólar estabelecido pela equipe econômica. Essa foi a primeira mudança do número após 14 semanas seguidas de previsões inalteradas. Para 2012, contudo, a aposta para o dólar no fim do ano seguiu em R$ 1,75 pela sexta semana consecutiva.

Nos EUA, a unidade de Chicago do Federal Reserve informou que a atividade industrial do Meio Oeste subiu 1,3% em janeiro ante dezembro, com o aumento na produção de automóveis.

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