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Bolsa perdeu patamar de 67 mil pontos; perspectiva de menor expansão chinesa desperta insegurança com relação à menor demanda do país

O índice Ibovespa, o principal da bolsa de São Paulo, fechou em baixa de 1,21% nesta segunda-feira, aos 66.964 pontos, perdendo o patamar de 67 mil pontos. Após dois pregões de alta, a bolsa brasileira foi afetada pelas notícias de que a China revisou para baixo a sua meta de crescimento neste ano, para 7,5%.

A redução “é uma notícia impressionante”, na avaliação de José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. Ele comenta que há oito anos os chineses falam em 8% de crescimento e crescem em torno de 10%. “Imagine como foi difícil baixar este meio ponto,” afirmou. A perspectiva de menor expansão chinesa desperta insegurança com relação à menor demanda do país.

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As ações da Petrobras fecharam em forte queda nesta segunda, afetadas pela afirmação de Maria das Graças Foster de que um preço de US$ 123 para o barril de petróleo é um “pico”, quando questionada se seria um “patamar”. As ações preferenciais da empresa terminaram com baixa de 3,04%, até R$ 24,53. Já os papéis preferenciais da Vale encerraram com baixa de 3,07%, aos R$ 41,97.

Dúvidas sobre a adesão ao plano de troca da dívida grega também contribuíram para as perdas da bolsa. A Grécia espera que os detentores de títulos aceitem a oferta extraordinária para perdoar cerca de 100 bilhões de euros da dívida do país e está pronta para forçá-los a participar, se necessário, conforme comentou o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos.

No mercado cambial, o dólar fechou em alta de 0,24%, cotado a R$ 1,736 .

( com agências )

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