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Número de pessoas físicas operando subiu para 630,8 mil

O balanço mensal de atividades da BM&FBovespa mostra que o segmento Bovespa (ações) registrou aumento de 13,8% no movimento financeiro em setembro, para R$ 140,98 bilhões, contra os R$ 123,90 bilhões registrados em agosto.A média diária foi de R$ 6,71 bilhões no mês passado, contra R$ 5,63 bilhões do mês anterior. O número de negócios cresceu 4,7% na comparação com agosto, para 9.398.749 transações.

A BM&FBovespa destaca ainda que bateu novamente o recorde de pessoas físicas, com 630.895 investidores em setembro, superando a marca de 598.352 investidores alcançada em julho. No mês de agosto, houve um leve recuo, para 597.560 pessoas. A bolsa considera nessa conta apenas os investidores que realizaram ao menos uma operação no mês, ou seja, que mantiveram suas contas de corretagem ativas.

Apesar do maior número de investidores, os dados do home broker - sistema que permite a pessoa física operar na bolsa pela internet - mostram que a média diária de negócios recuou 18% em setembro, para 199.523 transações. O volume financeiro operado pelo home broker caiu 20%, para R$ 36,13 bilhões. Os investidores institucionais seguiram na frente dos negócios na Bovespa, respondendo por 35,45% do volume total em setembro, ante 35,03% em agosto.

Os estrangeiros ampliaram sua participação para 30,85% (28,18% em agosto), enquanto as pessoas físicas caíram de 27,10% para 24,25%. As instituições financeiras ficaram com 7,08% (7,66% em agosto) e as empresas, com 2,31% (1,97%). O investidor estrangeiro já comprou R$ 16,416 bilhões em ações de empresas brasileiras nos nove primeiros meses deste ano. A maior parte desses recursos (R$ 13,314 bilhões) foi aplicada por meio de ofertas públicas de ações. Vale lembrar que esse número ainda não inclui a megacapitalização da Petrobras, concluída em 6 de outubro.

A participação dos estrangeiros nas ofertas de ações correspondeu a 53,9% dos R$ 24,695 bilhões colocados no mercado até o fim de setembro. Os R$ 3,101 bilhões restantes foram investidos diretamente no pregão da Bovespa, em aquisições no chamado mercado secundário. Apenas em setembro, os estrangeiros compraram R$ 44,928 bilhões e venderam R$ 41,792 bilhões em ações, resultado em um saldo líquido positivo de R$ 3,135 bilhões.

As ações mais negociadas da Bovespa em setembro foram: Petrobras PN (R$ 21,11 bilhões); Vale PNA (R$15,50 bilhões); OGX Petróleo ON (R$ 7,22 bilhões); Petrobras ON (R$ 6,31 bilhões); e Itaú Unibanco PN (R$ 4,24 bilhões. O valor de mercado (capitalização bursátil) das 377 empresas listadas atingiu R$ 2,48 trilhões no fim de setembro, acima dos R$ 2,24 trilhões no fim de agosto, referente a 375 companhias. O mercado à vista respondeu por 93% do volume financeiro; seguido pelo de opções, com 4,2%; e pelo mercado a termo, com 2,8%.

O after market movimentou R$1,10 bilhão, com a realização de 75.658 negócios, ante R$1,22 bilhão e 91.512 transações no mês anterior. Já o segmento BM&F (derivativos financeiros e agropecuários) registrou negociação de 41.566.908 contratos e volume financeiro de R$ 2,72 trilhões em setembro, ante 53.717.663 contratos e giro de R$3,44 trilhões em agosto. A média diária de contratos negociados em setembro foi de 1.979.377, ante 2.441.712 em agosto. O número dos contratos em aberto, no total do mercado, ao final do último pregão de setembro, foi de 42.433.285 posições, ante 39.756.260 em agosto.

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