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Puxado pela Petrobras, o Ibovespa tinha baixa de 1,27% às 16h24 e operava perto dos 70 mil pontos

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Depois de abrir perto da estabilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firmou uma trajetória negativa ao longo do dia, puxada pelas ações da Petrobras. Às 16h24 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) registrava queda de 1,27%, aos 70.377 pontos. Na última terça-feira, o índice fechou aos 71.283 pontos. No mesmo horário, os papéis da Petrobras tinham quedas superiores a 4% e eram responsáveis por cerca de 27% do volume total do Ibovespa.

As ações ordinárias da petrolífera tinham a segunda maior queda da sessão no final do pregão, de 4,47%, atrás apenas da ALL, com 4,59%. Já os papéis preferenciais da estatal caíam 4,30%, para R$ 25,82.

Nos Estados Unidos, dados de  novas demissões no setor privado dos em setembro trouxe pessimismo. Nesta manhã, a pesquisa ADP/MA mostrou um corte de 39 mil vagas no mês, ante agosto. O resultado contrariou a expectativa dos economistas, que previam 20 mil novas contratações no mês passado. O número do setor privado é considerado um indicador de direção do relatório do mercado de trabalho norte-americano (payroll), que traz o saldo líquido de vagas nos setores público e privado. O relatório será divulgado na sexta-feira.

Para especialistas, a condição do mercado de trabalho nos EUA pode ser o divisor de águas para o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidir se chegou o momento de atuar. Sendo ou não a hora de novas medidas de afrouxo monetário, os riscos de um duplo mergulho da economia na recessão perdem cada vez mais força.

No mercado financeiro norte-americano, a Nasdaq caía 1,06%, enquanto o S&P 500 tinha baixa de 0,28%.

Analistas otimistas

Apesar da baixa, no Brasil, é praticamente unânime a aposta de que a Bovespa tem espaço para avançar ainda mais. Em relatório, analistas da Lopes Filho Consultoria afirmam que o Ibovespa deverá testar a resistência representada pelo topo do ano formado em abril, aos 71.989 pontos. Tendo como base o processo de acumulação recente, o índice à vista tem condições de vencer essa barreira e atingir máximas históricas ao redor de 75 mil pontos. Para a equipe do BB Investimentos, as resistências em 72,5 mil pontos e 74 mil pontos devem se mostrar mais fortes.

(Com AE)

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