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Ibovespa tem maior patamar em um mês. Já a Europa fechou em queda, com preocupações sobre bancos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em leve alta nesta quarta-feira, após passar a manhã em queda, devolvendo parte dos fortes ganhos dos dois primeiros pregões do ano. O Ibovespa encerrou o pregão com ganho de 0,17%, cotado em 59.364 pontos. O nível é o mais alto em um mês. Em 6 de dezembro, o Ibovespa havia encerrado em 59.536 pontos. Em Nova York, Dow Jones subia 0,07% e S&P500 tinha ganho de 0,12%.

Dólar cai 0,25% com expectativa de novos ingressos

Nos Estados Unidos, o dia é de agenda econômica fraca, com apenas a divulgação, às 13 horas, das encomendas feitas à indústria norte-americana em novembro. As encomendas aumentaram 1,8% em novembro na comparação com o mês anterior, para US$ 459,18 bilhões, registrando o primeiro ganho mensal em três meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Comércio do país. Economistas, no entanto, esperavam uma alta mais acentuada, de 2,1%.

Europa

Os principais indicadores europeus fecharam em baixa nesta quarta-feira , interrompendo uma sequência de quatro altas, devido a preocupações com o setor bancário. Mais cedo, o italiano Unicredit disse que vai emitir ações com um grande desconto, evidenciando a dificuldade do setor de levantar fundos.

Os papéis do banco inclusive foram os que tiveram maior queda na Europa, de 14,5%, após anunciar a emissão de 7,5 bilhões de euros com 69% de desconto. Segundo Colin McLean, o diretor-gerente da SVM Asset Management, "os bancos italianos estão sendo impactados pelos problemas de financiamento na Itália". Ele acredita ainda que alguns bancos italianos precisarão ser nacionalizados.

As ações de bancos tiveram o pior desempenho no indicador Stoxx Europe 600 Index, com queda de 1,6%. Isso acabou tendo impacto nos principais indicadores europeus. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,55%, aos 5.668 pontos, enquanto o indicador DAX, de Frankfurt, teve queda de 0,89%, aos 6.111 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,59%, aos 3.193 pontos, e, em Madri, o Ibex 35 teve baixa de 1,72%, até 8.581 pontos.

Ásia

Com o retorno de todas as bolsas asiáticas após os feriados de ano-novo, os mercados da região tiveram resultados mistos. Enquanto algumas bolsas aproveitaram o embalo altista de Wall Street e da Europa, outras reagiram com preocupação sobre a liquidez na China, às vésperas do feriado do Ano-Novo Lunar, que começa no dia 22.

Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que seguiu o embalo baixista dos mercados chineses. O indice Hang Seng caiu 150,10 pontos, ou 0,8%, e encerrou aos 18.727,31 pontos.

No primeiro pregão de 2012, as bolsas da China apresentaram forte queda, com os temores sobre a liquidez do mercado. O índice Xangai Composto caiu 1,4% e terminou aos 2.169,39 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 2,7% e encerrou aos 843,72 pontos. O yuan teve pouca variação ante o dólar, uma vez que o banco central manteve estável sua taxa de referência diária, a despeito da queda da divisa no Ocidente. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,2946 yuans, de 6,2940 ontem. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,3001 yuans, de 6,3009 yuans ontem.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, seguiu em alta por conta do rali nos EUA, mas os investidores continuam andando de lado, à espera da eleição presidencial do dia 14. O índice Taiwan Weighted subiu 0,4% e fechou aos 7.082,97 pontos.

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(com Agência Estado)

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