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Grandes empresas brasileiras divulgam resultados nesta quarta-feira, aumentando as chances de que a bolsa descole de Nova York

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A temporada de balanços de empresas brasileiras esquenta nesta quarta-feira, elevando as chances de a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguir descolada do comportamento de Nova York, onde a apreensão sobre o tamanho dos estímulos econômicos a serem anunciados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deixa os negócios retraídos.

Pela manhã, o Bradesco anunciou o maior lucro da história dos bancos do País com capital aberto, ao passo que a NET amargou uma queda de 76% nos ganhos do terceiro trimestre. Após o fechamento do pregão de hoje, a Vale vai anunciar seu desempenho. Por volta das 11h15 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,42%, aos 70.443 pontos.

"Seria ótimo que a Bolsa se descolasse hoje com os balanços", afirma o economista da Legan Asset, Fausto Gouveia, acrescentando que os demonstrativos financeiros de companhias brasileiras tendem a influenciar a performance de alguns setores, caso não haja um total desapego da Bolsa do sinal negativo vindo do exterior. Mas ele ressalta: "Tem muito daquela história de subir no boato e realizar no fato".

O Bradesco foi o primeiro dos bancos privados a apresentar seu resultado trimestral, reportando um lucro líquido contábil de R$ 2,527 bilhões no período entre julho e setembro de 2010. O resultado representa um aumento de 39,5% ante igual período do ano passado e uma alta de 5,1% na comparação com o intervalo de três meses imediatamente anterior. Segundo levantamento da Economatica, este é o maior ganho trimestral da história dos bancos brasileiros de capital aberto para o período.

A NET também apresentou seu desempenho financeiro e, no terceiro trimestre do ano, registrou queda de 76% no lucro líquido, para R$ 72 milhões, na comparação com o mesmo período de 2009. Depois do fechamento dos negócios na Bovespa, são aguardados os dados de Redecard, Rodobens, Totvs, WEG e Vale. Analistas esperam que a mineradora apresente seu melhor resultado trimestral da história.

No exterior, os investidores passaram a se proteger contra uma eventual ação mais tímida do Fed no âmbito do afrouxamento quantitativo, o que limita a exposição ao risco. Segundo o Wall Street Journal, o banco central norte-americano deve anunciar um programa de recompra de Treasuries (títulos públicos) de algumas centenas de bilhões de dólares, durante vários meses. O montante é bem menor que as compras de quase US$ 2 trilhões anunciadas durante a crise financeira global.

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