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Bovespa sobe 1,74% e recupera o patamar de 67 mil pontos; indicadores europeus e dos EUA também registram ganhos

As principais bolsas de valores reagem bem nesta terça-feira a dados provenientes dos Estados Unidos e da Europa, após uma segunda-feira turbulenta principalmente por conta de dados desanimadores sobre a balança comercial chinesa. As boas notícias do exterior, no entanto, ajudam a sustentar as altas dos mercados hoje.

A Bovespa reflete esse otimismo e tem forte alta de 1,74%, aos 67.538 pontos. Com isso, a bolsa recupera o patamar de 67 mil pontos, depois de mais de dez dias abaixo dele. Na Europa, o índice FTSE 100, de Londres, sobe 0,85%, aos 5.942 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, tem alta de 0,96%, para 6.967 pontos.

Em Paris, o CAC 40 ganha 1,32%, a 3.536 pontos, e o italiano MIB avança 1,54%, a 16.710 pontos, refletindo a boa acolhida dos títulos do país no mercado , após a venda de 8,3 bilhões de euros em bônus de 12 meses e de 3,5 bilhões de euros de três meses a juros menores que o esperado. Em Madri, o Ibex 35 tem alta de 1,88%, aos 8.333 pontos.

Os indicadores reagem bem aos dados sobre o indicador de confiança do investidor da Alemanha, que mostra tendência de consumo futuro e que alcançou seu maior patamar desde junho de 2010. A notícia de que a União Europeia pode aprovar um terceiro pacote de ajuda à Grécia também deve animar os mercados nesta terça. Ontem à noite, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, sinalizou que o país pode receber nova ajuda caso continue reduzindo os gastos e mantendo os planos de austeridade.

A tendência de alta é sustentada por dados animadores nos Estados Unidos, onde as vendas no varejo aumentaram 1,1% em fevereiro e registraram a maior alta em cinco meses, em linha com a previsão dos analistas. Esse otimismo contagia os indicadores das bolsas de Nova York. O Dow Jones tem alta de 0,71%, a 13.052 pontos, enquanto o S&P 500 ganha 0,68%, a 1.380 pontos, e a Nasdaq sobe 0,87%, a 3.009 pontos.

Ainda nos EUA os investidores aguardam o anúncio do Fed, o Banco Central americano, de que manterá a taxa básica de juros entre 0% a 0,25%.

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