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Investidores aguardam desdobramentos da negociação entre o governo da Grécia e credores privados para evitar o calote do país

As bolsas europeias fecharam em leve baixa nesta sexta-feira, com os investidores aguardando os desdobramentos da negociação entre o governo da Grécia e credores privados para evitar o calote do país. Dados da economia chinesa e americana também estiveram no foco.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,22%, para 5.728 pontos; em Paris, o CAC 40 perdeu 0,22%, para 3.321 pontos; em Frankfurt, o DAX fechou em baixa de 0,18%, para 6.404 pontos; e em Milão, o FTSE MIB caiu 0,13%, para 15.632 pontos.

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A Grécia está perto de um acordo com os credores privados para a redução de sua dívida em 50%, com os novos bônus que serão emitidos pelo governo, oferecendo um cupom de juros que aumenta gradualmente de 3,5% a 4,6%, segundo fontes que acompanham as negociações. Isso traria o cupom de juros médio para os novos bônus para algo entre 4% e 4,2%, disse a fonte.

Segundo essa pessoa, os dois lados estão discutindo um período de carência "de cerca de uma década" para o pagamento de principal e a eventual redução da dívida com os credores privados poderia atingir de 65% a 70%. A expectativa é que o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e representantes dos bancos credores deem uma entrevista no meio desta tarde para explicar o acordo.

Na agenda do dia, o mercado avaliou o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade industrial da China, que subiu de 48,7 em dezembro para 48,8 em janeiro. Apesar da ligeira alta, o número segue pelo terceiro mês consecutivo abaixo de 50, o que significa contração da indústria. Já o déficit fiscal da China recuou para 519 bilhões de yuan (US$ 82,2 bilhões) no ano passado, ou cerca de 1,1% do PIB.

O número resulta de um aumento de 24,8% das receitas e de uma queda de 21,2% das despesas do país, de acordo com o Ministério de Finanças. Os dados não incluem, no entanto, recursos depositados ou sacados do fundo de estabilização orçamentária federal. A meta oficial da China era de déficit fiscal de 900 bilhões de yuan para o ano passado, ou 2% do PIB.

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Essa meta, no entanto, inclui o fundo de estabilização, que no ano anterior causou impacto substancial sobre o dado final. Nos EUA, o destaque ficou com as vendas de residências usadas, que aumentaram 5,0% em dezembro na comparação com novembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 4,61 milhões de unidades. Foi o terceiro mês consecutivo de aumento. O volume de novembro foi revisado para baixo, para 4,39 milhões de unidades.

O resultado de dezembro veio levemente aquém das previsões, que eram de aumento para 4,65 milhões de unidades. Na Europa, as vendas no varejo do Reino Unido cresceram 0,6% em dezembro na comparação com novembro e 2,6% ante dezembro de 2010. O resultado foi ajudado pelo bom desempenho de vestuário e calçados e também pelo inverno ameno, e veio bem mais forte que o de novembro, quando as vendas haviam caído 0,5% na comparação mensal e crescido apenas 0,4% na anual.

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Analistas previam, para dezembro, aumentos de 0,7% ante novembro e de 2,5% ante dezembro de 2010. Em todo o quarto trimestre, o varejo britânico cresceu 1,1% ante o terceiro, a maior alta desde agosto de 2010. Na lista de maiores alta do dia, destaque para os bancos gregos, que avançaram na expectativa de uma solução para a dívida do país.

EFG Eurobank Ergasias subiu 7,1%, Banco Nacional da Grécia ganhou 4,7% e Alpha Bank registrou alta de 10,7%. Na outra ponta do mercado, as petroleiras BP (-3,1%) e Repsol (-2,2%) acompanharam o recuo nas cotações do petróleo.

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