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Índices respondem ao corte de gastos da Itália, ao resultado do PIB japonês e a compra da Motorola pelo Google

SÃO PAULO - As bolsas europeias seguiram em alta pelo terceiro pregão consecutivo nesta segunda-feira, com os investidores repercutindo o corte no orçamento da Itália e o resultado do PIB japonês. O volume negociado ficou abaixo da média por conta do feriado em alguns países, como Grécia, Itália e Áustria.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,57%, para 5.351 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78%, aos 3.239 pontos; e em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,41%, para 6.022 pontos.

As ações do setor bancário voltaram a brilhar, ainda sob efeito da decisão de alguns países da região de proibir as vendas de ações a descoberto. Societe Generale subiu 2,1%, Credit Agricole teve ganho de 3,3%, Commerzbank avançou 5,0% e Deutsche Bank teve alta de 2,8%.

As ações da Nokia dispararam 9,1% em reação à compra da Motorola pelo Google por US$ 12,5 bilhões . O fato da companhia utilizar a plataforma Windows Phone, da Microsoft, é vista como vantagem e uma alternativa em relação ao Android, do Google.

Entre os indicadores do dia, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão recuou 1,3% no segundo trimestre deste ano. Esse foi o terceiro trimestre consecutivo em que a economia encolheu, mas o resultado veio melhor do que o esperado pelos de analistas, que era de um recuo de 2,7%. No primeiro trimestre, a economia japonesa contraiu-se 3,6%.

Os investidores também analisaram a decisão do gabinete do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, de realizar um corte no déficit do país de 45,5 bilhões de euros. As medidas, que somam 20 bilhões de euros no próximo ano e 25,5 bilhões de euros em 2013, entram em vigor imediatamente, apesar de precisarem de ratificação do Parlamento em 60 dias. O plano elevará os impostos dos mais ricos e contempla ainda aumento da taxação de ganhos de capital.

Amanhã, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel vão se encontrar em Paris para falar dos problemas na zona do euro. Na véspera da conversa, voltou à tona o debate sobre eurobônus como solução para a crise na área da moeda comum. Representantes do governo alemão reforçaram sua oposição à ideia.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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