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SÃO PAULO - As bolsas europeias fecharam no maior nível em seis meses, ajudadas pela safra de balanços positivos do terceiro trimestre

. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,51%, para 5.758 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 1,31%, para 3.878 pontos; e em Frankfurt, o DAX avançou 1,32%, para 6.611 pontos. As ações da montadora Fiat subiram 4,4% embaladas pelo lucro de 190 milhões de euros no terceiro trimestre, quase oito vezes maior do que o registrado um ano antes, quando obteve 25 milhões de euros. A receita líquida somou 13,479 bilhões de euros, acima dos 12,049 bilhões de euros somados no terceiro trimestre de 2009. Os papéis da Nokia também avançaram 4,4% em reação ao balanço. A maior fabricante de celulares e smartphones do mundo informou que seu lucro operacional no terceiro trimestre somou 403 milhões de euros, uma recuperação ante um prejuízo de 426 milhões de euros registrado um ano antes. As vendas líquidas da empresa cresceram 5% para 10,2 bilhões de euros. Além disso, a companhia anunciou hoje que vai demitir 1.800 pessoas e enxugar a operação da Symbian Smartphone na tentativa de alcançar a concorrência. A lista de balanços trouxe ainda a Danone, cujas ações ganharam 4,8%. Apesar da crise na Europa, a fabricante de alimentos francesa Danone registrou aumento de 15% em suas vendas no terceiro trimestre, que passaram de 3,8 bilhões de euros entre julho e setembro de 2009 para 4,4 bilhões de euros nos mesmos meses deste ano. Os resultados do terceiro trimestre foram impulsionados, principalmente, pelos negócios na Ásia, que tiveram expansão de 34,4% no período. Na Europa, as vendas subiram 4,7%. No resto do mundo o aumento foi de 28,4%. Os investidores receberam ainda os dados da economia chinesa. O Produto Interno Bruto (PIB) da China expandiu-se 9,6% nos três meses até setembro, em relação ao mesmo trimestre de 2009, após crescimento de 10,3% no segundo trimestre e dos 11,9% apurados na abertura deste calendário. A produção industrial cresceu 13,3% em setembro, no comparativo com mesmo período de 2010. Em agosto, o indicador tinha subido 13,9%. Na Europa, a atividade econômica na zona do euro em outubro mostrou a menor expansão em um ano, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quinta-feira pela empresa de pesquisas Markit Economics. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI) dos 16 países que adotam a moeda comum europeia, desacelerou pelo terceiro mês consecutivo de 54.1 pontos em setembro para 53.4 em outubro. Resultados acima de 50 pontos indicam expansão. As condições econômicas se agravaram nas regiões periféricas da zona do euro, contrastando com um crescimento robusto na França e na Alemanha, aponta o levantamento. O PMI do setor de serviços da zona do euro recuou de 54,1 pontos em setembro para 53,2 pontos em outubro, atingindo o menor nível em oito meses. (Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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