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Redução da meta de crescimento da China também pressionou mercado norte-americano

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Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em queda, pressionados por receios com a recuperação da economia mundial após o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmar que o governo do país vai perseguir uma meta de crescimento de 7,5% neste ano - a menor desde 2004. "Claramente há influência de preocupações relacionadas à China", ao fato de eles ainda não terem chegado ao fim do ciclo de desaceleração econômica, afirmou Jerry Harris, presidente de gerenciamento de ativos da Sterne Agee.

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Dados que mostraram fraqueza na atividade do setor privado da zona do euro também contribuíram para as perdas das bolsas norte-americanas. O índice de atividade do setor privado do bloco monetário foi revisado para 49,3 em fevereiro, leitura inferior à preliminar, de 49,7, e que indica contração por estar abaixo de 50.

Nos EUA, os indicadores vieram melhores, mas não ajudaram as bolsas a subir. O índice do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês) sobre a atividade do setor de serviços do país subiu para 57,3 em fevereiro, de 56,8 em janeiro, contrariando as expectativas de analistas, que esperavam um declínio para 56,0. Além disso, as encomendas à indústria norte-americana caíram 1,0% em janeiro ante dezembro - queda menor que a prevista pelo mercado, de 1,6%.

"Os dados sobre o setor de serviços vieram muito bons, então a queda das ações foi um pouco surpreendente", disse Peter Jankovskis, codiretor de investimentos da Oakbrook Investments. "No pano de fundo, temos os problemas com a dívida da Grécia e a especulação de que os gregos não conseguirão reunir credores suficientes para prosseguir com um acordo voluntário de redução na dívida", acrescentou.

O Dow Jones caiu 14,76 pontos, ou 0,11%, para 12.962,81 pontos. O Nasdaq perdeu 25,71 pontos, ou 0,86%, para 2.950,48 pontos. O S&P 500 recuou 5,30 pontos, ou 0,39%, para 1.364,33 pontos.

Entre os destaques da sessão, as ações do Yahoo! fecharam em baixa de 0,7% diante da notícia de que o executivo-chefe da companhia, Scott Thompson, pretende fazer uma ampla reestruturação da companhia que incluirá a demissão de milhares de funcionários .

A Computer Sciences subiu 1,9% depois de assinar uma carta de intenções com o Departamento de Saúde do Reino Unido para prestar serviços de tecnologia.

O US Airways Group caiu 8,3% após um indicador sobre a receita da companhia ter registrado em fevereiro o menor crescimento desde junho do ano passado. O Citigroup teve queda de 1,2% após informar que o presidente do conselho administrativo, Richard Parsons, deixará o cargo. As informações são da Dow Jones.

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