Tamanho do texto

Ibovespa fechou em baixa de 2,76%; na Europa, Paris perde 3,58% e Frankfurt recua 3,40%. Bolsas dos EUA também tiveram queda

As boas notícias que vinham ajudando a bolsa de valores brasileira nos últimos dois meses acabaram. No lugar delas, novidades negativas vindas da China e novas preocupações com a Grécia estão pressionando não só a Bovespa, mas também os demais mercados globais, nesta semana.

Nesta terça, o Ibovespa fechou em baixa de 2,76%, cotado em 65.114 pontos. Ontem, a perda já havia sido de 1,21%. Na Europa, Londres caiu 1,86%, Paris perdeu 3,58% e Frankfurt fechou em baixa de 3,40%. Nos EUA, o Dow Jones encerrou em baixa de 1,57% e a Nasdaq, de 1,36%.

O que está derrubando as bolsas são preocupações com a sinalização de Pequim de que a economia chinesa vai crescer menos. Apesar de a revisão da projeção de crescimento da China – para 7,5% ao ano – ter sido divulgada ontem, a notícia tem força suficiente para provocar um grande impacto nos mercados, uma vez que a China é uma grande consumidora global de commodities.

Leia : PIB da zona do euro cai com indústria e gasto familiar

Bovespa cai com preocupações com crescimento global

“Hoje vemos petróleo, níquel, cobre, zinco e outros metais caindo bastante. Ainda que a redução da projeção de crescimento da China seja apenas uma sinalização, tem um efeito muito forte nos mercados, que dura até hoje e pode permanecer mais,” comenta Pedro Galdi, analista chefe da SLW Corretora.

Além disso, na quinta-feira a Grécia precisa que 66% de seus credores aceitem trocar suas dívidas. Existem temores de que a adesão voluntária dos credores privados à troca de dívida grega seja pequena, o que pode levar o país a dar um calote e sair da zona do euro. “Eu acho que a Grécia conseguirá, mas até lá o mercado estará tenso,” acrescenta o analista.

Nesta terça, o PIB da zona do euro também contribuiu para o sentimento negativo do mercado de ações global. Hoje, a agência de estatísticas europeia divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 17 países que compõem a zona do euro encolheu 0,3% de outubro a dezembro em relação ao terceiro trimestre.

“Além da revisão da meta de crescimento na China, as vendas no varejo no Reino Unido e a recessão no quarto trimestre do PIB Europeu foram gatilhos para uma piora de sentimento de mercado,” resume em comentário matinal Roberto Padovani, economista chefe da Votorantim Corretora.

Mais : Dinheiro do BCE pode não ajudar a economia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.