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As bolsas de Nova York abriram o dia em queda, diante da contínua incerteza sobre a situação da Grécia

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As bolsas de Nova York abriram o dia em queda, diante da contínua incerteza sobre a situação da Grécia. No mercado futuro, o mau humor das bolsas foi amenizado após a informação de que a capacidade de empréstimo do fundo europeu para estabilidade financeira (EFSF, na sigla em inglês) subirá para 440 bilhões de euros. Às 10h32 (horário de Brasília), o índice Dow Jones cedia 0,24%, o Nasdaq caía 0,26%, e o S&P 500 tinha queda de 0,27%.

Além do risco de default (falência) grego, o radar desta semana também estará na segunda entrevista à imprensa do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, na quarta-feira. A conversa ocorrerá após ser anunciada a decisão sobre juros do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês). A expectativa é de que os juros permaneçam inalterados, na faixa de zero a 0,25%, onde estão desde dezembro de 2008.

O mercado também estará atento aos dados do mercado imobiliário dos Estados Unidos (vendas de moradias usadas, índice de preços de moradias e vendas de moradias novas) que serão divulgados ao longo da semana e na segunda revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, a ser divulgada na sexta-feira.

Os mercados esperavam que ao menos uma nova tranche de ajuda, de cerca de 12 bilhões de euros (US$ 17 bilhões), do pacote de socorro de 110 bilhões de euros (US$ 155 bilhões) do ano passado, fosse liberada em breve. A medida daria alívio, enquanto não sai uma decisão final sobre o segundo pacote. No entanto, os ministros de finanças da zona do euro decidiram adiar essa quinta fatia do bolo de socorro financeiro até que o governo grego implemente mais medidas de austeridade fiscal.

No campo corporativo, várias empresas divulgam seus resultados trimestrais esta semana, entre elas, Adobe Systems, Barnes & Noble, Oracle e FedEx. A Panasonic informou que espera queda de 11% nos lucros operacionais no ano fiscal de 2012, por causa dos prejuízos causados pelo tsunami no Japão em março deste ano.

No pré-mercado, os papéis da Acura Pharmaceuticals disparavam, após a empresa informar que a agência norte-americana de vigilância sanitária (FDA, na sigla em inglês) aprovou novo tratamento para dor da Acura e da Pfizer. As ações da Boeing caíam, após a companhia anunciar encomendas de 17 aeronaves 747-8, por US$ 5,4 bilhões a dois clientes não revelados.

As ações da GE também caíam, após a notícia de que a empresa chegou a um acordo com dois dos maiores sindicatos para novo contrato de trabalho com reajuste salarial. Os papéis da Ford sofriam baixa, mesmo após a montadora anunciar que vai investir US$ 1 bilhão em sete novos modelos Lincolns a serem lançados nos próximos quatro anos.

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