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Vendas no varejo apresentam queda menor que o previsto em maio, enquanto inflação ao produtor ficou em linha com previsão

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As bolsas da Nova York abriram o dia em alta, após as vendas no varejo dos Estados Unidos apresentarem queda em maio menor do que as previstas, além de inflação ao produtor perto do esperado. Os investidores também estão atentos à inflação na China e à ação rápida do Banco Central chinês para tentar domar os preços com aumento do compulsório. Às 10h38 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,77%, o Nasdaq avançava 0,96%, e o S&P 500 tinha alta de 0,94%.

As vendas no varejo dos EUA caíram 0,2% em maio, menos do que a previsão de queda 0,6%, e a primeira em 11 meses. Excluindo automóveis, a alta foi de 0,3%. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em maio ante abril, levemente acima da previsão de alta de 0,1%. O núcleo do PPI subiu 0,2% em maio ante abril, como previsto.

Na China, o PBOC (banco central do país) subiu a taxa do compulsório bancário em 0,50 ponto porcentual, o sexto aumento da taxa este ano, depois de o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ter mostrado alta de 5,5% em maio ante maio de 2010, a maior alta desde julho de 2008, mas em linha ao esperado. Já o PPI subiu 6,8% em maio ante o mesmo mês de 2010, acima da previsão de alta de 6,5%; a produção industrial desacelerou um crescimento de 13,3% em maio ante maio de 2010, abaixo da alta de 13,4% de abril. As vendas no varejo, por sua vez, cresceram 16,9% ante maio do ano passado, contra 17,1% em abril.

No pré-mercado em Nova York, as ações da Nokia e da Apple subiam após as empresas terem chegado a acordo sobre patentes. Os papéis da Best Buy disparavam após a varejista líder no mercado de eletrônicos dos Estados Unidos reportar que seu lucro caiu para US$ 136 milhões ou US$ 0,36 por ação no primeiro trimestre fiscal encerrado em 28 de maio, acima da expectativa de queda no lucro para US$ 0,33 por ação.

As ações da American Airlines e da United Continental também subiam. Ontem, o Departamento de Transportes dos EUA informou que as companhias aéreas ganharam US$ 3,4 bilhões com taxas de bagagem no ano passado, uma alta de 24% em relação a 2009.

Ainda hoje, em Washington, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, falará hoje, às 15h30 (horário de Brasília) sobre sustentabilidade fiscal.

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