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As Bolsas de Nova York abriram o dia em alta, com investidores um pouco mais tranquilos após a aprovação do pacote de austeridade fiscal na Grécia

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As Bolsas de Nova York abriram o dia em alta, com investidores um pouco mais tranquilos após a aprovação do pacote de austeridade fiscal na Grécia. Às 10h38 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,37%, o Nasdaq tinha alta de 0,42%, e o S&P 500 avançava 0,27%.

As bolsas não reagiram muito aos dados positivos de auxílio desemprego divulgados hoje nos Estados Unidos. O número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 1 mil, para 428 mil, na semana passada. O resultado ficou aquém da expectativa de queda de 8 mil solicitações.

Os investidores seguem atentos ao desenrolar da crise na Grécia e também aos sinais sobre a saúde da economia norte-americana, especialmente a partir de hoje, com o fim do segundo programa de alívio quantitativo (QE2, na sigla em inglês). A dúvida do mercado é como a economia do país irá caminhar sem o suporte de US$ 600 bilhões.

Durante os oito meses em que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) comprou títulos da dívida para estimular a economia, o risco de deflação desapareceu e a inflação deu sinais. Nesse período, o mercado imobiliário continuou mal e o mercado de trabalho apresentou poucas melhoras, com taxa de desemprego ainda acima de 9%. Agora, o Fed segue como o maior portador de treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) e com praticamente mais nenhum instrumento para impulsionar a economia, além de esperar o tempo passar.

"Neste momento, acreditamos que não haja muito mais que possa ser feito para estimular o crescimento até que os desafios do setor imobiliário sejam resolvidos. Isso pode significar dar tempo para desatar o excesso de imóveis com problemas (de execução de hipotecas). E isso não é algo que o Fed poderia resolver diretamente", explicou a economista da consultoria Stone & McCarthy Terry Sheehan esta semana à Agência Estado.

O que não pode esperar, no entanto, é a situação da dívida americana, que atrapalhará a já lenta retomada do país caso o limite do teto da dívida, de US$ 14,3 trilhões, não seja elevado até dia 2 de agosto. Hoje, a Fitch alertou que os EUA estão diante do "risco de sua própria crise de governança e dívida soberana". Durante entrevista à imprensa ontem, o presidente dos EUA, Barack Obama, voltou a pressionar o Congresso pela aprovação dessa elevação e alertou para os riscos ao país se isso não for feito.

Por fim, o Fed cortou o valor da taxa cobrado pelos cartões de débito para US$ 0,21 por transação, o que mesmo assim é praticamente o dobro da proposta inicial, de US$ 0,12. A medida beneficia o serviço PayPal da eBay e o setor varejista. Já a companhia farmacêutica Eli Lilly informou planos para aumentar as vendas para fazer frente à concorrência com os remédios genéricos.

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