Tamanho do texto

BCE manteve juro da zona do euro em 1,25% e afirmou que é necessária "forte vigilância" para conter a inflação

selo

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, impulsionados por dados que mostraram uma redução no déficit comercial dos Estados Unidos. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter os juros inalterados não teve impacto significativo sobre as bolsas, mas a instituição revisou em alta a projeção de crescimento da economia da zona do euro em 2011 e isto contribuiu para os ganhos das ações.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 2,75 pontos, ou 1,02%, para 271,76 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 47,45 pontos, ou 0,82%, para 5.856,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 40,67 pontos, ou 1,06%, para 3.878,65 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 99,43 pontos, ou 1,41%, a 7.159,66 pontos.

Em Milão, o índice FTSE MIB subiu 112,31 pontos, ou 0,55%, para 20.389,59 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, ganhou 39,20 pontos, ou 0,39%, para 10.121,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 22,20 pontos, ou 0,30%, para 7.410,04 pontos.

Pela manhã, dados do governo dos EUA mostraram que o déficit comercial do país em abril caiu 6,7% na comparação com março, para US$ 43,68 bilhões - o menor nível deste ano. Analistas esperavam uma expansão do déficit para US$ 48,3 bilhões.

Na Europa, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, anunciou que a instituição decidiu manter a taxa básica de juro da zona do euro em 1,25% e afirmou que é necessária "forte vigilância" para conter a inflação. O mercado interpretou o comentário como um sinal de que pode haver um novo aperto monetário no mês que vem.

Tanto a decisão do BCE quanto o comentário de Trichet tiveram pouco impacto sobre as bolsas, visto que eram amplamente esperados pelos participantes do mercado. Trichet também divulgou que o banco central agora espera um crescimento de 1,5% a 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2011. Em março, as autoridades do banco previam expansão de 1,3% a 2,1%.

Alguns papéis de bancos foram na contramão do mercado e fecharam em baixa, pressionados pelos receios com a possibilidade dos problemas financeiros em países da periferia da zona do euro afetarem o setor. O Commerzbank recuou 1,6%, o Lloyds Banking Group perdeu 1,8%, o Royal Bank of Scotland teve queda de 0,7% e o Barclays caiu 1,2%.

No segmento de tecnologia, a Infineon Technologies recuou 0,6% depois de a recomendação de suas ações ter sido rebaixada para neutra, de acima da média, pelo Morgan Stanley. A Suez Environnement avançou 2,1% após ter a recomendação de seus papéis elevada para acima da média pelo JPMorgan Cazenove. As montadoras tiveram ganhos relativamente acentuados, com Volkswagen subindo 3% e BMW avançando 3,2%. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.