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Mudança de perspectiva da nota soberana do Reino Unido faz bolsa britânica operar no negativo; índice alemão acelera

As principais bolsas europeias operam de lado na manhã desta quinta-feira, com os investidores tomando fôlego após a forte alta do início da semana, impulsionada pela melhora do cenário para a economia americana.

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O desempenho mais fraco era o de Londres, prejudicado pela mudança da perspectiva para o rating do Reino Unido para negativa pela Fitch. A agência disse, ao anunciar a decisão ontem, que a flexibilidade do país para lidar com um choque financeiro é “muito limitada”.

A mudança pela Fitch não poderia vir num momento mais delicado para o ministro de Finanças britânico, George Osborne, que entra nos estágios finais de planejamento para o orçamento da próxima quarta-feira. “A decisão da Fitch faz crescer a pressão para que o ministro mantenha seus planos de austeridade fiscal e resista à tentação de fazer concessões sem financiamento”, disse o economista-chefe da IHS Global Insight para o Reino Unido e a Europa, Howard Archer.

“O nível de 6 mil pontos continua sendo um obstáculo a ser ultrapassado pelo investidor e o FTSE acaba ficando para trás dos demais índices europeus”, apontou a Capital Spreads.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o índice londrino cedia 0,13%. As ações da Tesco destacavam-se entre as quedas, recuando por volta de 1% após o anúncio da saída de seu executivo-chefe para o Reino Unido, Richard Brasher.

De maneira geral, as petroleiras pesam sobre os índices da região, depois que o petróleo fechou ontem no menor nível em uma semana. Total recuava 0,56% na França, enquanto Royal Dutch Shell e BP cediam 0,51% e 0,81%, respectivamente, no Reino Unido.

Em Paris, o CAC-40 perdia 0,01%. Frankfurt tinha o melhor desempenho dentro do conjunto, com o Dax subindo 0,24%. A fabricante de fertilizantes agrícolas e sais K+S AG puxava o índice para cima, subindo mais de 5% após anunciar o segundo maior lucro de sua história e elevar dividendos em 30%.

Deutsche Lufthansa, ao contrário, cedia em torno de 2%, depois de ter apresentado prejuízo em 2011, provocado pelos custos elevados de combustível e pelo gasto maior com impostos.

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