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Após pregão de sobe e desce; mercados europeus interromperam série de 11 dias de baixas

O dia foi de grande volatilidade para as bolsas europeias. Depois dos ganhos na abertura dos negócios , caíram durante grande parte do pregão, mas voltaram a subir. Enquanto os receios de um enfraquecimento da economia global e de um rebaixamento da nota da França seguiram em foco, dados positivos da economia norte-americana confortaram, ainda que em parte, os investidores.

Após 11 pregões seguidos de baixas, as principais bolsas da Europa terminaram o dia com valorização. Em Londres, o FTSE 100 subiu 3,11%, enquanto em Frankfurt o DAX marcava valorização de 3,3%. Em Madrid, o IBEX 35 subiu 3,56%. Já o índice de ações europeias Stoxx 50 tinha alta de 2,86% no fechamento do dia.

Na Itália, onde mais cedo as ações de alguns bancos também chegaram a ser suspensas - não em razão de grandes altas ou quedas, mas sim por causa da forte volatilidade, o FTSE MIB fehou em alta de 4,1%.

Na França, o Société Générale , que no início da manhã chegou a cair 5,2%, seguindo a queda de 23% na véspera , passou a subir os mesmos 5% por volta de 11h50 (horário de Brasilia). Além dos rumores sobre a saúde financeira do banco, pesavam sobre os negócios os boatos de que o governo da França pretendia cortar suas taxas de juros por conta dos problemas que estariam abatendo o Societé Generale. 

Ainda no setor financeiro da França, o Crédit Agricole, que perdia 4,2% mais cedo, passou a subir mais de 6%, enquanto o BNP Paribas saiu de uma queda superior a 6% para um ganho de quase 2%. O índice CAC 40, da bolsa Paris, chegou a cair mais de 3%, mas fechou em alta de 2,89%.

Apesar dos ganhos, as tensões com a França persistem. A chanceler alemã Angela Merkel vai se reunir no dia 16 com o presidente francês Nicolas Sarkozy, em Paris. Os dois vão conversar sobre as proposições conjuntas de reforma da governança da zona do euro e também sobre questões europeias e internacionais. Como ponto negativo aos mercados, fontes do governo ouvidas pela rede CNBC relataram que França e Itália podem banir a venda a descoberto (sem o papel em mãos) nesta quinta-feira, depois do fechamento das bolsas.

A Autoridade Europeia de Mercados e Títulos (Esma, na sigla em inglês) estaria considerando proibir temporariamente esse tipo de movimentação, mas uma porta-voz da entidade não quis comentar o assunto, como reportou o "New York Times".

Bolsas da Ásia

As bolsas asiáticas apresentaram números mistos nesta quinta-feira, seguindo o clima de incerteza de quarta na Europa e nos Estados Unidos.

Após começar o dia com grandes perdas, o índice Nikkei, do Japão , fechou em baixa de 0,79%, enquanto a bolsa de Hong Kong operava em -1,3% pouco antes do fim do pregão.

Na Coreia do Sul, a bolsa operava em alta de 1%, revertendo perdas que chegaram a 4% mais cedo. O índice ASX da Austrália também conseguiu se recuperar ao longo do dia.

Segundo analistas, investidores na Ásia tiveram de lidar com indicadores econômicos contraditórios e os mercados devem continuar patinando nos próximos dias.

"Já tivemos mercados voláteis no passado que acabaram indo em uma certa direção, mas desta vez ninguém parece saber o que vai acontecer", disse à BBC Andrew Robinson, da Saxo Capital Markets.

( Com agências )

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