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Setores financeiro e automotivo se destacam; British Airwyas subiu 1,59%, Standard Chartered avançou 2,10% e HSBC, 0,56%

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A maioria das bolsas europeias fechou com ganhos modestos, em meio ao aumento das expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e outros bancos centrais adotem mais medidas para estimular suas economias. Isso impulsionou os setores financeiro e automotivo. Os mercados europeus também refletiram os bons resultados do índice Dow Jones na sexta-feira, que fechou acima dos 11 mil pontos pela primeira vez em quase seis meses. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,93 ponto (0,35%), a 263,20 pontos.

Para Christopher Garsten, diretor da gestora de fundos 2CG, diversos bancos centrais têm mostrado diferenças nas políticas, com os EUA e o Reino Unido "fazendo tudo o que podem para garantir a retomada do crescimento". Do outro lado, a Suíça e a União Europeia têm se preocupado mais em controlar a inflação, que vem impulsionando suas moedas. Para Garsten, os mercados de ações oferecem um valor relativamente bom no momento, com uma mistura de bons retornos e relações atraentes entre preços e rendimentos. "Só porque a economia não está crescendo muito rápido, não significa que você tem que se isolar e comprar ouro", comentou. Alguns analistas esperam a divulgação de bons balanços do JPMorgan, Intel e Google esta semana.

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 14,79 pontos (0,26%), em 5.672,40 pontos. "Os investidores parecem estar contando com mais medidas de afrouxamento quantitativo por parte do Fed", comentou a IG Index. "Entretanto, a incerteza de mais dinheiro barato sendo injetado no sistema - combinado com o dólar fraco - deve continuar a impulsionar os preços das matérias-primas", ressaltou o analista Chris Weston.

As ações da British Airways ganharam 1,59%. A Cairn Energy teve alta de 2,13% e a Tullow Oil avançou 1,88%, mas a BP caiu 0,80%. O setor bancário também fechou no positivo (Standard Chartered +2,10%, HSBC +0,56%, Barclays +0,35% e Lloyds +0,54%). A seguradora Prudential PLC recuou 1,26% após ter sua recomendação rebaixada pelo JPMorgan para "underweight" (abaixo da média de mercado).

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 17,84 pontos (0,28%), em 6.309,51 pontos. As ações da siderúrgica Salzgitter subiram 3,32%, após relatos de que a empresa conseguiu repassar aumentos nos preços para seus clientes com a renegociação de contratos. A Lanxess, do setor químico, ganhou 2,92%, com o BarCap atribuindo recomendação "overweight" (acima da média do mercado) à empresa. A montadora Daimler ganhou 1,08% e a fabricante de caminhões MAN subiu 2,05%. A farmacêutica Merck KGaA perdeu 1,14%, com a notícia de que a empresa deve recorrer de uma decisão negativa do Comitê de Produtos Medicinais para Uso Humano da Europa sobre seu remédio para esclerose múltipla Cladribine.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em leve alta de 5,31 pontos (0,14%), em 3.768,49 pontos. Os papéis da EADS fecharam com ganho de 0,22%, apesar de o Citigroup ter reduzido a recomendação da empresa para "vender". A GDF Suez avançou 0,48%. Hoje a companhia levantou € 2 bilhões com uma emissão de bônus dividida em duas partes. A Renault ganhou 0,62% e o banco Crédit Agricole subiu 0,60%. A EDF, do setor de energia, perdeu 0,79%, após sua parceira norte-americana Constellation Energy abandonar o projeto de construir um novo reator nuclear na usina de Calvert Cliffs, no Estado de Maryland, nos EUA.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 20,00 pontos (0,19%), em 10.700,80 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, avançou 86,97 pontos (0,42%) e fechou em 20.837,71 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou praticamente estável, com leve retração de 4,08 pontos (0,05%), a 7.778,16 pontos. As informações são da Dow Jones.

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