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Apesar da recuperação em Wall Street, prevaleceu novamente a aversão ao risco

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A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta sexta-feira. Apesar da recuperação em Wall Street, prevaleceu novamente a aversão ao risco, devido a temores sobre a economia global e a fatores locais.

As ações de imobiliárias levaram a Bolsa de Hong Kong ao sétimo pregão seguido de perdas. Os investidores anteciparam possíveis medidas do governo para controlar o setor - medidas que acabaram anunciadas após o fechamento do mercado. O índice Hang Seng caiu 189,46 pontos, ou 0,8%, e terminou aos 22.420,37 pontos - na semana, o índice teve queda de 2,3% e de 5,3% nas últimas sete sessões.

Na China, as bolsas apresentaram ligeira alta. Os investidores digeriram bem os números do comércio exterior e as fortes vendas entre as imobiliárias, mas as preocupações sobre possíveis medidas de aperto monetário por parte de Pequim nos próximos dias limitaram os ganhos. O índice Xangai Composto subiu 0,1% e terminou aos 2.705,14 pontos - na semana, contudo, o índice acumulou queda de 0,6%. O índice Shenzhen Composto ganhou apenas 0,03% e fechou aos 1.113,32 pontos.

O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4830 yuans para 6,4853 yuans) pela segunda sessão consecutiva. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4802 yuans, de 6,4759 yuans do fechamento de ontem - a unidade chinesa se desvalorizou 5,3% em relação à moeda dos EUA desde junho de 2010, quando o governo chinês efetivamente deu início ao processo de mudança no câmbio.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em queda acentuada, com o setor de tecnologia contaminado pelo tombo de 6,8% da HTC, no limite de baixa. O índice Taiwan Weighted recuou 1,81% e fechou aos 8.837,82 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul baixou 1,2% e fechou aos 2.046,67 pontos, na sétima queda consecutiva. O índice declinou inicialmente com a decisão do Banco Central do país de elevar a taxa básica de juros e ampliou as perdas com as preocupações em torno do aumento da inflação na Ásia.

Já a Bolsa de Sydney, na Austrália, manteve-se no território positivo, mas devolveu parte dos ganhos iniciais diante da aproximação de um fim de semana prolongado. O índice S&P/ASX 200 teve elevação de 0,3% e fechou aos 4.562,1 pontos.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou o dia em leve baixa. O índice PSE caiu 0,11 e terminou aos 4.219,58 pontos.

A Bolsa de Cingapura recuou ao menor nível em dois meses em dia de fracas negociações, seguindo as baixas na maioria dos mercados asiáticos, dadas as incertezas quanto à macroeconomia global que continuam a turvar o sentimento do mercado. O índice Straits Times cedeu 0,6% e fechou aos 3.078,35 pontos.

Sinais positivos de Wall Street colocaram o índice no azul de manhã, mas uma fraca abertura nos mercados europeus e indicações pessimistas do mercado futuro dos EUA levaram o Straits Times para sua mais baixa pontuação desde 29 de março.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 0,5% e fechou aos 3.787,65 pontos, pressionado por contumazes preocupações sobre a desaceleração da recuperação econômica global.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,4% e fechou aos 1.020,37 pontos, uma vez que o mercado recuperou-se de forte movimento de vendas; investidores estrangeiros permanecem preocupados com as eleições gerais de 3 de julho e as potenciais incertezas depois do pleito.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,3% e fechou aos 1.556,19 pontos, com compras de ações de primeira linha. As informações são da Dow Jones .

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