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Principal indicador de Wall Street, Dow Jones encerrou a quarta-feira com queda de 0,1%, e Nasdaq subiu 0,31%

As bolsas americanas terminaram de lado nesta quarta-feira, com os investidores contrabalançando os sinais de recuperação da economia americana com notícias sobre a crise europeia. O índice Dow Jones Industrial da Bolsa de Nova York fechou nesta quarta-feira em queda de 0,1%, aos 12.449,45 pontos. Já o seletivo S&P 500 subiu 0,03%, enquanto o índice composto da bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,31%.

O mercado recebeu, no fim da tarde, as informações do Livro Bege, levantamento periódico do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre o desempenho da economia americana em 12 regiões do país. O documento mostrou que a economia segue crescendo em todo o país, embora em ritmos distintos dependendo da região.

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O varejo se destacou nas últimas seis semanas de 2011, impulsionado pelas liquidações tradicionais do feriado prolongado do Dia de Ação de Graças e também pelo Natal. No entanto, os comerciantes não acreditam em manutenção do ritmo de consumo neste início de ano. Já o mercado imobiliário seguiu fraco em todo os EUA. Mais cedo, os mercados operaram em baixa, reagindo à desaceleração da economia alemã.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país contraiu-se cerca de 0,25% no quarto trimestre do ano passado, colocando a maior economia da zona do euro à beira de uma leve recessão e aumentando as dúvidas sobre quanto tempo o país continuará conseguindo sustentar, em termos fiscais, os demais membros da zona do euro. O desempenho do quarto trimestre foi calculado com base no crescimento de 3,0% do PIB em 2011, divulgado hoje.

O porcentual oficial referente aos últimos três meses do ano será anunciado em 15 de fevereiro. Também foi alvo de atenção o encontro entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti. Merkel elogiou as medidas adotadas pelo governo italiano para redução do déficit, depois que Monti disse que investidores não deveriam ver a Itália como fonte de contágio da crise de dívida do bloco.

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Ele afirmou que os italianos estão apoiando as medidas duras impostas pelo governo e que o país merece reconhecimento por seus avanços no que diz respeito à austeridade. A Itália deve ser vista como um país "que está fazendo sua parte juntamente com Alemanha, França e outros países para garantir estabilidade na Europa".

No campo corporativo, as ações da Kodak brilharam pelo segundo dia seguido, com alta de 36%. A empresa anunciou ontem uma reestruturação de suas áreas de negócios para reduzir custos e melhorar seu desempenho financeiro para evitar uma futura falência. Ela simplificou a sua estrutura com a formação de duas grandes divisões, uma voltada para profissionais e outra para o público não especializado.

(com AE e EFE)