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A Bovespa mantém a leve alta verificada desde o início do pregão desta tarde de sexta-feira, véspera de feriado prolongado (terça-feira, dia 2, é Finados)

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A Bovespa mantém a leve alta verificada desde o início do pregão desta tarde de sexta-feira, véspera de feriado prolongado (terça-feira, dia 2, é Finados). Já as bolsas norte-americanas oscilam perto da estabilidade, com investidores cautelosos à espera da divulgação de novas medidas de estímulo à economia norte-americana. Por aqui, a divulgação de alguns balanços corporativos estimula alguns negócios, como é o caso dos papéis da TIM, que figuram entre as mais baixas do Ibovespa, e os da Lojas Renner, que aparecem entre as maiores altas do índice. A recuperação das ações de empresas que tiveram desvalorização mais forte ao longo de outubro, como Usiminas, construtoras e varejistas, ajuda a segurar a Bolsa em território positivo neste último pregão do mês. Às 16h42, o principal índice da bolsa paulista operava em alta de 0,41%, aos 70.608 pontos, após ter alcançado a máxima de 70.776 pontos (+0,65%). Em Nova York, o Dow Jones caía 0,06% e o S&P 500 perdia 0,02%. O giro financeiro era de R$ 4,54 bilhões, com previsão de R$ 5,62 bilhões para o encerramento. O volume é mais fraco que dos dias anteriores, ainda assim, a Bolsa deve encerrar outubro com volume financeiro médio diário mensal recorde. Conforme levantamento feito pela Economatica, o mercado à vista da Bovespa deve registrar no mês de outubro com o maior volume já movimentado pelo mercado acionário brasileiro. Até ontem, dia 28, o volume médio diário era de US$ 3,985 bilhões, valor superior ao do mês de maio de 2008, que até agora é o maior, com US$ 3,732 bilhões. Este o estudo foi elaborado com o volume financeiro negociado no mercado à vista da Bovespa e não considera after market tampouco outros tipos de negociações efetuadas. <b>Petrobras</b> Petrobras operava em leve alta, de 0,11% na ação PN e de 0,17% na ON, movimento observado desde o início do pregão de hoje, mantendo a tendência observada nos últimos dois dias, quando rumores sobre a descoberta de uma reserva gigante impulsionaram as ações da empresa. Mas a confirmação, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da descoberta de um megacampo não provocou reação significativa nos papéis. Conforme nota enviada na tarde de hoje pela agência reguladora, o poço 2 - ANP - 2 A - RJS, em área pertencente à União, tem capacidade de 3,7 bilhões a 15 bilhões de barris de petróleo recuperável, considerando o volume recuperável da União. Analistas afirmaram que o fato de ser uma reserva da União reduz o potencial de valorização das ações da Petrobras. "Provavelmente a Petrobras terá de pagar para poder explorar essa área, e não se sabe quanto isso pode custar", disse um operador, para quem o fato de as novas regras do pré-sal que preveem que a estatal seja a única operadora do pré-sal, o que lhe garante 30% das reservas, não deve influenciar hoje nos papéis. "Essas regras ainda precisam de mais aprovações e isso está um pouco distante", afirmou. <b>Vale e siderúrgicas</b> As ações da Vale operam perto da estabilidade, enquanto alguns investidores ainda aproveitam para embolsar ganhos acumulados no mês. A ação PNA subia 0,11% e a ON ganhava 0,17%, em dia de queda dos metais na London Metal Exchange (LME). Já as siderúrgicas apresentam movimento dissonantes, com Usiminas registrando novos ganhos, recuperando-se de parte das quedas observadas ao longo de outubro, enquanto Gerdau e CSN recuam, esta última reagindo ao fraco desempenho do terceiro trimestre, conforme apontou seu balanço, divulgado hoje. Usiminas ON subia 5,25%, liderando as altas do Ibovespa, enquanto a ação PNA avançava 1,34%. Gerdau PN recuava 0,18%; Metalúrgica Gerdau recuava 0,04% e CSN ON baixava 1,06%. Na lista de maiores altas também figuravam Lojas Renner ON (+3,66%); Brasil Telecom PN (+3,58%); Pão de Açúcar PNA (+3,28%); LLX ON (+2,75%); Natura ON (+2,68%); Lojas Americanas PN (+2,62%) e OGX Petróleo (+2,30%). <b>TIM</b> Entre as maiores baixas, destaque para TIM, cujas ações ON recuavam 3,29% e as PN baixavam 1,26%, depois que a empresa anunciou ter reportado no terceiro trimestre de 2010 lucro líquido consolidado de R$ 124,720 milhões, o que representa queda de 36,0% ante R$ 194,934 milhões no terceiro trimestre de 2009 (dados em padrão BRGaap). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 923,992 milhões, 19,6% de crescimento sobre os R$ 772,341 milhões no terceiro trimestre de 2009, com margem Ebitda de 25,3%, ante 22,5% na mesma comparação. Também entre as maiores baixas, Sabesp ON (-3,90%); Redecard ON (-2,53%); Cesp PNB (-2,18%); Copel PNB (-1,59%); Oi ON (-1,53%) e units do Santander (-1,51%).

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