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Ibovespa subiu 0,82%, para 59.082 pontos, na contramão da Europa

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A agenda calma, sobretudo nos Estados Unidos, abriu espaço para um pregão técnico na Bovespa. As preocupações com a situação europeia, embora continuem como pano de fundo, hoje não impediram o Ibovespa de retomar os 59 mil pontos. Os papéis das construtoras foram destaque de ganhos e ajudaram a sustentar o índice, enquanto as blue chips, que tiveram um pregão bastante volátil, fecharam sem uniformidade.

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A Bolsa doméstica terminou o dia em alta de 0,82%, aos 59.082,88 pontos. Na mínima, registrou 58.599 pontos (estável) e, na máxima, os 59.220 pontos (+1,06%). No mês e no ano, acumula ganho de 4,10%. Mais cedo, as bolsas caíam, em reação à Europa, onde a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deram uma entrevista coletiva, após se reunirem.

Enquanto Merkel disse estar otimista em relação a que a Europa assine seu pacto fiscal no fim deste mês e que nenhum país precisará deixar a zona euro, Sarkozy afirmou que a situação na Europa é muito tensa e os problemas relacionados à crise de dívida da zona do euro ainda não estão resolvidos.

Pouco antes do discurso dos dois, a Alemanha vendeu, pela primeira vez na história, um título com yield negativo, o que significa dizer que os investidores estão pagando para emprestar dinheiro ao governo. A procura pela segurança também foi notada pelo BCE, que registrou novo volume recorde destinado pelos bancos da zona do euro à sua linha de depósito overnight. Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda, empurrados ainda por um dado pior que o esperado sobre a produção industrial alemã.

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