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Em alta desde a abertura das operações, o Ibovespa segue a trajetória das bolsas internacionais

Em alta desde a abertura das operações, o Ibovespa segue a trajetória das bolsas internacionais, mas encontra nova resistência nos 70 mil pontos. Por volta das 14h33, o Ibovespa subia 0,28% e marcava 69.731 pontos, com giro financeiro de R$ 2,900 bilhões. O índice já atingiu 70.230 pontos na máxima do dia.

Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones tinha valorização de 0,39%, enquanto o S&P 500 se apreciava em 0,35% e o Nasdaq avançava 0,52%. Na avaliação do operador da corretora BGC Liquidez, Leonardo Bardese, o resultado do encontro de ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20, no fim de semana, está impulsionando os preços das commodities, que estão puxando a alta das bolsas.

Embora a cúpula oficial só ocorra em novembro, o G-20 já anunciou no sábado que fará esforços para evitar uma guerra cambial. Os países se comprometeram a não intervir no câmbio a fim de impulsionar suas exportações. Matéria publicada pelo Valor, mostrou que o confronto entre as maiores economias, sobre como reduzir "desequilíbrios excessivos" nos fluxos comerciais, que alimentam o clima de guerra cambial, deve agora continuar na cúpula dos chefes de estado e de governo do G-20, nos dias 11 e 12 na Coreia do Sul.

A reunião de ministros de finanças do grupo, no fim de semana, foi importante, mas não produziu nenhuma medida concreta envolvendo câmbio ou comércio, a não ser repetir o vago compromisso de "evitar a desvalorização competitiva das moedas". Também repercute sobre os negócios a divulgação de novos indicadores da economia americana.

O destaque está com as revendas de casas no país, que subiram 10% em setembro, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 4,53 milhões de unidades ante a marca de 4,12 milhões de moradias em agosto (dado revisado). Os números partiram da Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês).

No Brasil, a maior parte dos papéis do Ibovespa segue no campo positivo. Entre as chamadas "blue chips", Petrobras PN subia, pro volta de 13h, 1,44%, a R$ 24,56, com giro de R$ 177 milhões, enquanto Vale PNA ganhava 1,32%, a R$ 48,88, com total negociado de R$ 229,3 milhões. Com o terceiro maior volume do dia, as ações ON da estreante HRT Participações, empresa pré-operacional do setor de petróleo, recuavam 2,08%, a R$ 1.175, e movimentavam R$ 300,6 milhões. As maiores altas do Ibovespa partiam de Tim Participações PN (3,44%, a R$ 5,41), BM&FBovespa ON (2,96%, a R$ 14,25) e Cosan ON (2,64%, a R$ 26,79).

Para Bardese, da BGC Liquidez, os papéis da BM&FBovespa estão sendo beneficiados pela notícia de que a bolsa de Cingapura (SGX) ofereceu 8,4 bilhões de dólares australianos (US$ 8,3 bilhões) pela bolsa de Sydney (ASX), com o intuito de criar um importante centro financeiro na região Ásia-Pacífico.

No campo negativo, os destaques do principal índice do mercado doméstico pertenciam às ações Gol PN (-2,21%, a R$ 28,70), Rossi Residencial ON (-2,38%, a R$ 15,99) e Brasil Ecodiesel ON (-5,6%, a R$ 1,18). A companhia está em conversação com a Maeda para uma possível combinação dos seus negócios.

Em comunicado ao mercado, a Brasil Ecodiesel explicou que a relação de troca em discussão e sujeita à aprovação é de aproximadamente 3,6395 ações da Maeda para cada ação da Ecodiesel, o que implica atribuir à Maeda um valor de aproximadamente R$ 320 milhões e cerca de 33% da sociedade resultante da eventual combinação.

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