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Após abrir o pregão em alta, beneficiada pela divulgação de dados positivos na China e também nos Estados Unidos, a Bovespa inverteu o sinal, em movimento de realização de lucros, e se mantém de lado

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Após abrir o pregão em alta, beneficiada pela divulgação de dados positivos na China e também nos Estados Unidos, a Bovespa inverteu o sinal, em movimento de realização de lucros, e se mantém de lado. Vale opera volátil e siderúrgicas registram perdas, enquanto Petrobras resiste no campo positivo. Às 12h11, o principal índice da Bolsa paulista operava estável (+0,03%), aos 69.447 pontos, após alcançar a máxima de 69.821 pontos (+0,56%) e a mínima de 69.228 pontos (-0,29%). O giro financeiro era de R$ 2,69 bilhões, com previsão de R$ 9,13 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones operava em alta de 0,16%, enquanto o S&P 500 subia 0,08%. Para o economista-chefe da Prósper Corretora, Eduardo Velho, o movimento de hoje parece indicar que investidores estão optando por uma pequena realização de lucros de maneira a se preparar para a divulgação dos balanços corporativos do terceiro trimestre, que devem ser favoráveis. "O viés continua positivo", avalia. Velho projeta a manutenção dos preços elevados para as commodities e não espera um duplo mergulho da economia nos Estados Unidos, o que contribui para o viés de alta no mercado local. Outro profissional acrescenta que passada a oferta da Petrobras, a Bovespa deve caminhar mais colada às bolsas americanas e continuar testando os 70 mil pontos. As ações da Petrobras se mantêm em alta, apesar da cautela do mercado, com a PN subindo 0,48% e a ON avançando 0,16%. Vale, outro peso pesado na Bolsa, opera com bastante volatilidade. Há pouco, o papel PNA subia 0,09 e o ON avançava 0,29. As siderúrgicas registram perdas com Gerdau (-0,66%), Gerdau Metalúrgica (-1,50%), CSN (-0,48%), Usiminas PNA (-0,22%) e Usiminas ON (-0,19%). <b>Construção</b> O setor de construção é um dos destaques de alta. MRV opera com valorização de 2,37%, PDG registra ganhos de 2,23%, Gafisa sobe 1,69% e Cyrela avança 1,54%, todas entre as maiores altas do Ibovespa. Também sobem BrMalls (+2,05%), Even (+0,91%) e Eztec (+0,53%). Profissionais do mercado lembram ainda que leilões de ações realizados hoje na Bolsa, um de Gafisa e outro de BrMalls, ajudaram a elevar o giro nessas ações. <b>ALL</b> ALL lidera a lista de altas do Ibovespa, com avanço de 2,86%, apesar da ausência de notícias específicas sobre a empresa. Citigroup lidera a compra dos papéis, seguido por Credit Suisse e Concórdia. Também aparecem na lista de altas Brasil Ecodiesel (+1,03%), as Units do Santander (+1,75%) e TAM (+1,02%). Já a lista de maiores quedas do Ibovespa é encabeçada por Duratex (-3,05%). Também aparecem no grupo Cosan (-1,91%), BM&FBovespa (-1,98%), Companhia de Transmissão Paulista (-1,66%), OGX (-1,59%), Telesp PN (-1,61%) e Embraer (-1,35%). <b>Estácio</b> As ações da Estácio, que atua no setor de educação, operam em alta de 8,45%, cotadas a R$ 21,07. Uma semana após a megacapitalização da Petrobras, a empresa fechou uma oferta de ações que movimentou até R$ 685,587 milhões, de acordo com dados enviados ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço por ação foi definido em R$ 19,00, o que representa um desconto de 2,11% em relação ao fechamento de ontem, quando o papel da companhia subiu 2,97%, para R$ 19,41. Do total captado, R$ 623,261 milhões irão para o bolso dos acionistas que venderam 32.803.240 papéis na oferta, conforme o registro na CVM. Outros R$ 62,326 milhões irão para o caixa da companhia se o lote suplementar - de 3.280.324 ações - for exercido em até 30 dias. O BTG Pactual é o coordenador líder da oferta de ações da Estácio. O banco atua na operação ao lado de Credit Suisse e Santander.

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